O governo terá ao menos 18 trocas no primeiro escalão para terminar o mandato em 2026. A reunião ministerial comandada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta terça-feira (31) formalizou os rumos de 14 ministros que deixam o Planalto para disputar as eleições de 2026.
As trocas foram celebradas por Lula. Além de agradecer o trabalho dos ministros, o presidente cobrou empenho de quem assume para terminar o mandato de maneira exitosa. Segundo o mandatário, as trocas foram feitas por integrantes do governo para evitar mudar o “trabalho que já está funcionando” faltando pouco tempo para o fim do mandato.
“Eu tomei como decisão não ficar colocando ministro novo. Nós temos uma máquina funcionando há 3 anos e 4 meses. Eu não quero que nenhum ministério comece tudo outra vez. Inventar um novo programa de governo. Nós temos muita coisa para concluir até 31 de dezembro e temos confiança na equipe que vocês montaram”, disse.
A maioria dos ministros que saem tentará uma vaga no Senado. É o caso de Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária), que vai tentar uma vaga novamente na Casa Alta por Mato Grosso. Ele será substituído por André de Paula, que, até então, era ministro da Pesca e Aquicultura e dará lugar a Rivetla Edipo Araujo Cruz, secretário-executivo.
Um dos anúncios públicos feitos por Lula foi a troca na Casa Civil. Rui Costa também tentará uma vaga no Senado pela Bahia. A pasta será ocupada por Miriam Belchior, que hoje é secretária-executiva do ministério. Outra que já havia anunciado que tentará a Casa Alta será a ministra do Planejamento, Simone Tebet. Ela vai concorrer por São Paulo e será substituída na pasta por Bruno Moretti, atual secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil.
A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, também vai tentar uma vaga no Legislativo pelo Paraná, mas ainda não tem um nome certo para o seu lugar. O Meio Ambiente também terá mudança. Marina Silva deve entrar na corrida pelo Senado em São Paulo e seu lugar será ocupado por João Paulo Ribeiro Capobianco, secretário-executivo da pasta.
Outros ministros tentarão uma vaga na Câmara dos Deputados. É o caso de Jader Filho (Cidades). Antônio Vladimir Lima, secretário-executivo, assume o seu posto. Outra troca será no Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Paulo Teixeira deixa o cargo para concorrer a deputado federal por São Paulo. Em seu lugar ficará a secretária-executiva Fernanda Machiaveli. Ela será a primeira mulher a chefiar a pasta.
Anielle Franco deixa o Ministério da Igualdade Racial para concorrer a uma vaga na Câmara pelo Rio de Janeiro. A secretária-executiva Rachel Barros de Oliveira assume. O último ministro que formalizou a tentativa de disputar a Casa Baixa é Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos). Em seu lugar ficará o também secretário Tomé Barros Monteiro da Franca.
Fernando Haddad (Fazenda) e Renan Filho (Transportes) disputarão os governos dos estados de São Paulo e Alagoas respectivamente. O primeiro dará lugar ao secretário-executivo Dario Durigan, enquanto Filho será substituído por George Santoro, também secretário.
Há ainda algumas indefinições. O vice-presidente Geraldo Alckmin deixa o Ministério da Indústria para ser novamente o vice na chapa de Lula. O governo, no entanto, ainda não divulgou quem será seu substituto. Macaé Evaristo (Direitos Humanos e da Cidadania) também não disse a que vai concorrer, mas deve disputar o cargo de deputada estadual em Minas Gerais. Janine Mello dos Santos, secretária-executiva, assume o posto.
Outra dúvida está na Educação. Camilo Santana foi substituído por Leonardo Barchini, secretário-executivo, e ainda não sabe qual vaga disputará. A tendência é que ele concorra ao Senado, mas ainda não foi divulgado.
André Fufuca sai do Esporte para o lugar de Paulo Henrique Cordeiro Perna, secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social. Fufuca não disse o que disputará. É o mesmo caso de Sônia Guajajara (Povos Indígenas), que dará lugar a Eloy Terena, secretário-executivo.
A última troca já era conhecida. Jorge Messias sai da Advocacia-Geral da União (AGU) em uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Ele fica na pasta até sua sabatina no Senado e ainda não tem substituto definido. O rito no Legislativo ainda não tem data marcada.
Wolney Queiroz (Previdência Social), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Alexandre Padilha (Saúde), Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação Social) e Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da Presidência da República) continuam em seus postos.
