Luta pela soberania

‘O que acontece na Venezuela não é distante de qualquer outro país da América Latina’, afirma militante do Levante Popular da Juventude

Juliana Bergmann fala sobre a importância da indignação e como a juventude deve buscar o protagonismo das lutas

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‘A gente sabe que hoje a juventude é um sujeito que está em disputa’, afirma Juliana Bergmann, integrante da coordenação Nacional do Levante Popular da Juventude
‘A gente sabe que hoje a juventude é um sujeito que está em disputa’, afirma Juliana Bergmann, integrante da coordenação Nacional do Levante Popular da Juventude | Crédito: Levante Popular da Juventude

Às vésperas de completar 90 dias do sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e da deputada e esposa dele, Cília Flores, o Levante Popular da Juventude divulgou uma carta em solidariedade e pedindo a imediata libertação de ambos. O texto é mais uma iniciativa a se somar a outras ações de movimentos populares brasileiros em defesa do povo venezuelano.

Desde março, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), do próprio Levante Popular da Juventude e da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participam de uma brigada com atividades de articulação política, formação e acompanhamento de iniciativas locais.

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Juliana Bergmann, integrante da coordenação Nacional do Levante Popular da Juventude e diretora de mulheres da União Nacional dos Estudantes (UNE), defende que, mais que solidariedade, a carta tem a missão de reforçar o apoio à resistência venezuelana diante dos ataques à soberania de um povo.

“É uma mensagem de solidariedade, de resistência, de coragem, de muito afeto e, sobretudo, de companheirismo com a Venezuela, que hoje vive um momento tão difícil, de ter seu presidente sequestrado e sua soberania ameaçada de diferentes formas. A carta está munida deste sentimento, dessa necessidade de a juventude se colocar em luta”, ressalta.

“O que acontece na Venezuela não está distante do Brasil e de nenhum outro país que queira lutar por sua soberania na América Latina”, destaca.

Para Bergmann, a juventude precisa buscar o protagonismo de importantes transformações sociais, que só serão possíveis a partir da luta coletiva. “A juventude, não só no Brasil, mas em todo o mundo, é extremamente disputada por uma mídia hegemônica, e pela narrativa do que se constrói nas redes sociais. A gente sabe que hoje a juventude é um sujeito que está em disputa, que necessita ser disputado pelas ideias revolucionárias que defendem a transformação do mundo, que nos motiva a mudar a realidade que a gente vive e a de tantas outras pessoa. Esse sentimento precisa ser coletivo e o sentimento coletivo é estar organizado, é estar construindo ações práticas”, avalia.

A militante define os Estados Unidos como um “império em decadência” e faz um chamado à juventude brasileira para se engajar nessas causas políticas. “Acho que o ser solidário é algo que nos move, algo que nos movimento quando a gente se indigna com alguma injustiça, ela precisa ser transformada em ação. A gente não pode aceitar o sequestro ilegal de um presidente legítimo. independente de quem a gente apoia ou não”, avalia.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Luís Indriunas

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