O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ordenou nesta quinta-feira (02) a demissão imediata do chefe do Estado-Maior do Exército, general Randy George, em meio à guerra que Washington e Tel Aviv lançaram contra o Irã.
O porta-voz do Departamento, Sean Parnell, confirmou a saída do militar de alta patente em uma publicação na rede social X. “O General Randy A. George se aposentará de seu cargo como o 41º Chefe do Estado-Maior do Exército, com efeito imediato”, escreveu.
Fontes da Defesa disseram à mídia local que George tinha um relacionamento tenso com Hegseth e outros comandantes de alta patente em relação à tomada de decisões no conflito com o Irã. Na semana passada, o general visitou a Louisiana para observar exercícios de treinamento da 82ª Divisão Aerotransportada, cujos elementos estão atualmente a caminho do Oriente Médio.
Durante seu mandato, George, juntamente com o Secretário do Exército, Dan Driscoll, liderou a chamada “Iniciativa de Transformação do Exército”, um plano estratégico com o objetivo de modernizar as forças terrestres.
Essa reforma envolveu a consolidação de vários comandos de serviço e a eliminação de equipamentos militares considerados obsoletos ou excedentes.
A saída de George soma-se a uma série de demissões de generais e almirantes realizadas por Hegseth ao longo do último ano. Anteriormente, o almirante Alvin Holsey, chefe do Comando Sul, deixou o cargo em meio à controversa operação contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico Oriental, que deixou mais de 160 mortos em ataques descritos como “execuções extrajudiciais” por especialistas jurídicos.
Randy George iniciou sua carreira na infantaria após se formar em West Point em 1988. Ele participou das Operações Escudo do Deserto e Tempestade no Deserto, comandou o I Corpo na Base Conjunta Lewis-McChord e foi assessor militar do ex-secretário Lloyd Austin.
O general Christopher LaNeve , que anteriormente atuava como assistente de Hegseth, assumirá o cargo de chefe interino do Estado-Maior do Exército.
Analistas apontam que a saída de Randy George revela uma ruptura na cadeia de comando do Pentágono durante operações críticas. A medida destaca as discrepâncias estratégicas entre a liderança política de Pete Hegseth e a liderança militar de carreira em meio à guerra em curso com o Irã.
