Na última segunda-feira (6), o Sindicato dos Servidores de Assistência Social e Cultural do DF (Sindasc) optou por encerrar a greve da categoria mesmo sem ter todas as reivindicações atendidas. A assembleia geral que aprovou a decisão teve quatro votos contrários e sete abstenções.
Entre as reivindicações atendidas estão a redução da carga horária de trabalho para 7h diárias para servidores atualmente submetidos à jornada de 40h semanais.
Além disso, foi atendida a criação do projeto de segurança para as unidades e estabelecido um grupo de trabalho (GT) para alterar formas de ingresso na carreira e nos cargos técnicos e auxiliares. Os dias de greve da categoria serão abonados pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).
No entanto, a categoria não conseguiu chegar a um acordo com o GDF em relação a propostas de cunho financeiro, relacionadas à gratificação por habilitação. “Por ser ano eleitoral há vedação legal para aumentos a partir de hoje”, explicou Clayton Avelar, presidente do Sindasc.
O Sindicato relatou que o governo manteve postura intransigente e discriminatória contra os servidores e servidoras da carreira de desenvolvimento e assistência social. “Foi muito difícil construir mesa de negociação com o governo porque se recusava a apresentar proposta”, disse Avelar.
A mobilização expressou insatisfação da categoria e denunciou a precarização de condições do trabalho, sobrecarga nas unidades de atendimento e a falta de diálogo com o governo mesmo com o aumento de demandas pelos serviços socioassistenciais no DF.
Outro lado
O Brasil de Fato DF entrou em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), que disse estar debruçada na regulação das medidas dialogadas com a categoria.
“A Secretaria destaca que se trata de medida de valorização dos servidores e de aprimoramento da organização do trabalho e reafirma o valor do diálogo que mantém com servidores e sindicatos ao longo do governo Ibaneis Rocha e que segue durante a gestão da governadora Celina Leão”.
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