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Inspirada por Vilma Espín, Marcha Mundial das Mulheres promove ação de solidariedade às cubanas

Bernadete Esperança fala da importância de dar visibilidade à luta feminina contra o bloqueio energético dos EUA

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Ação durará 24 horas; data homenageia uma das principais articuladoras da Federação de Mulheres Cubanas (FMC), organização popular voltada à luta por políticas para mulheres
Ação durará 24 horas; data homenageia uma das principais articuladoras da Federação de Mulheres Cubanas (FMC), organização popular voltada à luta por políticas para mulheres | Crédito: Marcha Mundial das Mulheres

A Marcha Mundial das Mulheres (MMM) realiza, nesta terça-feira (7), uma campanha global de 24 horas de solidariedade feminista em apoio às mulheres cubanas e sua resistência diante do agravamento do bloqueio energético promovido pelo governo estadunidense de Donald Trump à ilha caribenha. A data marca o nascimento da revolucionária cubana Vilma Espín, uma das principais articuladoras da Federação de Mulheres Cubanas (FMC), organização popular voltada à luta por políticas para mulheres.

Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, Bernadete Esperança, da coordenação Nacional da Marcha Mundial das Mulheres, explica algumas dessas ações.

“A gente tem participado desde o início [do agravamento do bloqueio dos EUA contra Cuba] de ações de solidariedade que os movimentos têm promovido, como arrecadação de medicamentos, algumas ações para angariar recursos para placas solares, para que a dependência do petróleo diminua”, cita.

Esperança destaca que a asfixia energética promovida pelos EUA afeta toda a população de Cuba, mas atinge especialmente as mulheres e crianças, muitas vezes em contextos de vulnerabilidade social.

“A gente tem visto uma resposta muito interessante, as mulheres se identificam com esse processo que as mulheres cubanas têm sofrido. Porque a gente percebe nas nossas vidas, nos nossos corpos, no nosso dia a dia, que essa ofensiva do imperialismo não é só contra as cubanas. Está em todos os nossos territórios, é contra as nossas vidas. Então é um movimento de construir unidade em torno dessas ações de solidariedade”, avalia.

Para ela, as ações precisam ser um movimento contínuo e hoje é uma data para lembrar da importância de engajamento nessa causa. “É um dia para dar visibilidade. Mas é claro que a gente precisa continuar a construção de outras ações para que a nossa força chegue onde tem que chegar”, diz.

Bernadete Esperança também destaca o trabalho que a MMM tem realizado junto aos governos, a partir de diálogos, “não apenas para que eles se posicionem politicamente, mas para que promovam ações de solidariedade”.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Thaís Ferraz

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