educação em luta

Greve dos professores de SP escancara desmonte do governo Tarcísio de Freitas

Deputada Professora Bebel fala sobre a precariedade das condições de trabalho dos docentes em SP

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Estudantes da Escola Estadual Gil Vicente protestaram contra o fechamento de salas do ensino noturno em setembro. Foto: Reprodução/Redes Sociais.
Estudantes da Escola Estadual Gil Vicente protestaram contra o fechamento de salas do ensino noturno em setembro | Crédito: Reprodução/Redes Sociais.

Os professores do estado de São Paulo devem entrar em greve a partir desta quinta-feira (9) contra o desmonte e privatização da educação promovidos pela gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos). A paralisação deve durar até sexta-feira (10). A categoria reivindica uma série de melhorias nas condições de trabalho, entre elas a correta aplicação do piso salarial, a derrubada do PL da Reforma Administrativa da Educação e o chamado Adicional de Local de Exercício (ALE), que leva em conta diversos fatores de vulnerabilidade, entre eles a distância da unidade escolar e questões de segurança da região.

A deputada estadual Professora Bebel (PT-SP) detalha a importância das reivindicações. “Você precisa dar esse adicional até para que o professor não desista de ser professor. É triste dizer, mas está insuportável ser professor de escola pública”, diz a parlamentar em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

“É uma categoria que teve 0% de reajuste quando ele [governador] conseguiu dar 10% para os policiais. Eu acho justo que dê. Mas poderia ter dado para nós também, para todo o funcionalismo. “Porque, quando você tem para um, você tem para o outro”, pontua.

Segundo a parlamentar, outro ponto importante da luta é a manutenção do período noturno na rede estadual. “Você impede que o aluno que trabalha possa continuar os estudos.”

Bebel destaca a força da mobilização da categoria e lembra que professores lidam com jovens em formação. “Nós lidamos com mentes e corações. A juventude está conosco e a gente vai dizer o que está acontecendo nas escolas. Há escolas que não têm acessibilidade, por exemplo”, exemplifica.

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) convocou uma assembleia na próxima sexta-feira, às 16h, no Vão Livre do Masp, para avaliar a continuidade da mobilização.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Thaís Ferraz

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