O museu de arte mais antigo de São Paulo e um dos mais visitados do mundo, a Pinacoteca de São Paulo oferece um acervo de mais de 10 mil peças, entre a exposição permanente e as temporárias, com obras que vão do século 18 até a contemporaneidade.
Localizada no Parque da Luz, a Pinacoteca foi o 94º museu do ranking dos mais visitados no mundo em 2025, segundo levantamento da The Art Newspaper. Foram mais de 820 mil visitantes em 2025, um aumento de 1% em relação a 2024. O ranking, divulgado no final de março, é elaborado com os dados fornecidos pelas próprias instituições e se baseia na venda de bilhetes.
Além da Pinacoteca, outros três museus brasileiros estão na lista: o Museu de Arte de São Paulo, o Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro (CCBB-RJ) e o CCBB de Belo Horizonte.
A Pinacoteca foi fundada em 1905, para apresentar ao público parte dos trabalhos do Liceu de Artes e Ofícios, o colégio recém inaugurado que ajudava a impulsionar a industrialização paulista do início do século 20.
Localizado dentro do Parque da Luz, o museu conta hoje com três espaços. A Pinacoteca Luz, ou Pina Luz, é a sede e prédio principal, local da exposição permanente e o mais antigo do conjunto arquitetônico. Projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo, responsável por modernizar a capital paulista, o prédio foi construído em 1900 e reformado em 1990.
No mesmo quarteirão, a Pinacoteca Estação, ou Pina Estação, é instalada no antigo edifício do antigo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), que foi palco de prisões e torturas durante a ditadura militar. Tombado em 2025, o local mantém parte das exposições temporárias. Nele também acontece a programação do Memorial da Resistência de São Paulo, uma instituição cultural dedicada aos direitos humanos. O espaço se conecta à Sala São Paulo e à São Paulo Escola de Dança.
O espaço mais recente chama-se Pinacoteca Contemporânea, ou Pina Contemporânea. Inaugurado em março de 2023, o prédio abrigou a Escola Estadual Prudente de Moraes. Como o próprio nome diz, é reservado para exposição de artistas contemporâneos.
Para circular entre os prédios, o visitante passa pelo Jardim de Esculturas, que incorpora o acervo do museu ao paisagismo bucólico do Parque da Luz, antigo horto florestal inaugurado no final do século 19, em 1798.

De Almeida Júnior a Adriana Varejão
Uma das principais atrações da Pinacoteca é uma das obras mais antigas do acervo: Caipira picando fumo, do pintor realista Almeida Júnior. A obra foi recentemente restaurada e está na exposição permanente do museu, que conta com mais de 400 artistas, entre eles nomes conhecidos como Anita Malfatti, Victor Brecheret, Lasar Segall, Ismael Nery e Flávio de Carvalho.

O museu, que tem um conjunto grande de artistas brasileiros de várias épocas, conta também com pinturas oitocentistas europeias e esculturas francesas. São artistas como Auguste Rodin, Aristide Maillol, Antoine Bourdelle e Niki de Saint Phalle.
Ao acervo, são incorporadas obras contemporâneas como Nuno Ramos ou Adriana Varejão. Em 2020, por exemplo, a Pinacoteca de São Paulo reformulou parte da mostra permanente, que ficará em cartaz até 2028, ampliando a presença de artistas mulheres, negros, indígenas e LGBT+, como Advânio Lessa ou Kássia Borges.
Serviço:
Pinacoteca de São Paulo
Pina Luz, Praça da Luz;
Pina Estação, Rua Mauá, 66;
Pina Contemporânea, Av Tiradentes, 273.
Entrada das 10h às 17h, com permanência até às 18h.
Preço: R$ 40,00 (Inteira), R$ 20 (Meia-entrada) + R$ 2,00 de taxas para compra online. É possível usar o vale cultura para aquisição de ingressos.
Aos sábados e domingos, a entrada é gratuita.
A gratuidade vale também para crianças até 10 anos, pessoas com deficiência com um acompanhante, pessoas com mais de 60 anos, pessoas em vulnerabilidade social e sem condições de adquirir ingressos, grupos de escolas públicas e instituições sociais sem finalidades lucrativas que atuam com pessoas com deficiência e/ou em situação de vulnerabilidade social, professoras e funcionários de escolas públicas, policiais militares, civis e da polícia técnico-científica da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, e profissionais de organizações sociais que atuam na Secretaria de Cultura, Economia e Industria Criativas do Estado de São Paulo.
* Lugar de Memória – Observatório Cultural é uma plataforma gratuita e de fácil acesso, dedicada ao registro, à difusão e à valorização da memória, da identidade e do patrimônio cultural material e imaterial da região central de São Paulo.
