Panorama Histórico

Mostra “A Cinemateca é Brasileira” leva 21 filmes ao Cinema da Fundação com entrada gratuita no Recife

Obras de diferentes épocas e estilo trazem um panorama da história do cinema brasileiro ao público do Recife

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"O Estranho Mundo de Zé do Caixão", do icônico José Mojica Marins, é uma das obras em cartaz
“O Estranho Mundo de Zé do Caixão”, do icônico José Mojica Marins, é uma das obras em cartaz | Crédito: Cinemateca Brasileira/Divulgação

O Cinema da Fundação recebe, entre os dias 9 e 22 de abril, a mostra “A Cinemateca é Brasileira – Da Comédia ao Drama”, reunindo 21 títulos, entre curtas e longas-metragens, em sessões gratuitas e abertas ao público. A programação ocupa duas salas do equipamento cultural vinculado à Fundação Joaquim Nabuco, com exibições na Sala Derby na primeira semana e na Sala Museu na segunda.

A iniciativa integra o projeto Viva Cinemateca e propõe um panorama do cinema nacional a partir de diferentes gêneros, linguagens e períodos, promovendo o acesso ao acervo audiovisual brasileiro e ampliando o diálogo com o público recifense.

A mostra apresenta uma curadoria que traz comédia, drama, suspense e ficção científica, articulando obras de realizadores consagrados e produções que marcaram diferentes momentos da cinematografia brasileira. Entre os destaques estão “A Hora e Vez de Augusto Matraga”, dirigido por Roberto Santos, “Última Parada 174”, de Bruno Barreto, e “O Menino e o Mundo”, animação premiada de Alê Abreu. Também integram a seleção títulos como “Saneamento Básico, o Filme”, de Jorge Furtado, “Que Horas Ela Volta?”, de Anna Muylaert, e “Últimas Conversas”, documentário de Eduardo Coutinho.

Outras obras presentes na programação reforçam a diversidade estética e temática da mostra, como “Los Silencios”, de Beatriz Seigner, “Branco Sai, Preto Fica”, de Adirley Queirós, “O Lobo Atrás da Porta”, de Fernando Coimbra, além de “Roberto Carlos em Ritmo de Aventura”, dirigido por Roberto Farias, e “O Duplo”, de Juliana Rojas. A seleção evidencia diferentes formas de narrar o Brasil, seja por meio de ficções, documentários ou experimentações híbridas.

Promovida pela Cinemateca Brasileira, a mostra conta com patrocínio do Instituto Cultural Vale, da Shell e do Itaú. A ação faz parte do projeto Viva Cinemateca, que reúne iniciativas voltadas à preservação, recuperação e difusão do patrimônio audiovisual do país.

Na primeira semana, entre os dias 9 e 15 de abril, a Sala Derby recebe sessões distribuídas ao longo da tarde e da noite, com títulos como “Última Parada 174”, “O Lobo Atrás da Porta” e “Morto Não Fala” na abertura. A programação segue com combinações de curtas e longas, incluindo animações, clássicos e produções contemporâneas.

A partir do dia 16, a mostra ocupa a Sala Museu até o dia 22 de abril, mantendo a diversidade de gêneros e ampliando o acesso a obras como “Saneamento Básico, o Filme”, “Branco Sai, Preto Fica” e “Que Horas Ela Volta?”. As sessões continuam gratuitas, reforçando a proposta de democratização do cinema e valorização da produção nacional.

Editado por: Rostand Tiago

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