A Chancelaria chinesa ratificou seu apoio à soberania de Cuba, exigindo que os Estados Unidos atendam às demandas de justiça da comunidade internacional. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, destacou a recente visita de legisladores americanos à ilha — que expressaram sua rejeição à política hostil de Washington — e exortou o fim do bloqueio contra a nação caribenha.
Pequim condenou as pressões exercidas pela administração estadunidense, sinalizando que essas ações comprometem a estabilidade e a paz na região. Nesse contexto, o governo chinês reiterou seu compromisso de colaborar com outros atores internacionais para apoiar Cuba diante das ameaças externas, mantendo uma postura firme contra as medidas coercitivas unilaterais.
O embaixador chinês em Havana, Hua Xin, denunciou recentemente o impacto negativo do bloqueio e detalhou o fortalecimento da cooperação bilateral em setores críticos. O diplomata sublinhou que a assistência se concentrará especialmente nas áreas de energia e alimentação, a fim de mitigar os efeitos da crise atual — decorrente do bloqueio energético — e garantir o bem-estar do povo cubano.
Entre as iniciativas conjuntas, o funcionário destacou a integração de parques solares doados pela China à rede elétrica cubana e a instalação de sistemas de energia renovável em comunidades isoladas. O gigante asiático também mantém um fluxo de ajuda alimentar para a ilha, que inclui o envio de milhares de toneladas de arroz como parte de seu programa de assistência técnica e solidária.
Nessa mesma linha, no final de março, autoridades cubanas agradeceram a doação de 15.600 toneladas de arroz enviadas pela China, distribuídas à população em 11 províncias — de Pinar del Río até Las Tunas —, bem como a centros essenciais de serviços públicos, conforme destacou a ministra do Comércio Interior, Betsy Díaz.
Diante do prolongado cerco que os Estados Unidos mantêm contra a maior das Antilhas — intensificado no final de janeiro deste ano por meio de uma ordem executiva que autoriza Washington a impor tarifas a nações que forneçam petróleo a Cuba —, a solidariedade internacional se fez sentir com firmeza. O cenário de pressões, que busca limitar o acesso a recursos energéticos vitais, gerou uma resposta global de apoio que reforça a resistência do povo cubano frente às medidas coercitivas externas. A soma de vontades internacionais sublinha ainda a rejeição às políticas de asfixia que tentam comprometer a soberania da ilha.
