'com a família'

Alexandre Ramagem é solto nos Estados Unidos, após dois dias de prisão

Ao comemorar a soltura, Eduardo Bolsonaro pediu o asilo do ex-chefe da Abin, enquanto a Justiça pede sua extradição

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Alexandre Ramagem foi deputado federal e está condenado por envolvimento na trama golpista | Crédito: Mário Agra/Câmara dos Deputados

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi solto nesta quarta-feira (15), após ficar detido no condado de Orange, na Flórida, Estados Unidos, por dois dias.

Ramagem foi preso pelo Serviço de Imigração dos EUA (ICE, na sigla em inglês) na segunda-feira (13). Segundo a TV Globo, ele teria sido liberado às 14h52 desta quarta, pelo horário local (15h52, em Brasília). Até o momento, não houve pronunciamento oficial do governo.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro anunciou, nas redes, que Ramagem foi colocado em liberdade, que está com a sua família e aproveitou para pedir seu asilo.

“Alexandre Ramagem merece asilo na terra da liberdade, ao lado de sua corajosa esposa — incansável na luta por sua liberdade — e suas belas filhas”, escreveu nas redes o filho de Bolsonaro, que também está nos Estados Unidos.

Ramagem havia sido preso na segunda-feira (13), em Orlando, na Flórida, por questões migratórias, segundo a Polícia Federal (PF). Após a detenção, ele foi levado a um centro do condado de Orange e estava em uma cela separada.

Ramagem deixou o Brasil em 2025 após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, por integrar o núcleo central da trama, que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, enquanto comandava a Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Para sair do país, o ex-chefe da Abin cruzou a fronteira de Roraima com a Guiana e, depois, seguiu para os Estados Unidos, entrando clandestinamente no país.

Em janeiro deste ano, o Ministério da Justiça encaminhou o pedido de extradição para o governo dos Estados Unidos. Ramagem pretende pedir asilo político no país, enquanto o ministro Alexandre de Moraes determinou a inclusão de seu nome na lista da Interpol.

Editado por: Thaís Ferraz

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