Nesta quarta-feira (15), após 8 dias de caminhada, a Marcha Estadual pela Reforma Agrária, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), chegou a Salvador. A mobilização reúne mais de 2 mil pessoas, entre famílias acampadas e assentadas de diversas regiões do estado, que percorreram mais de 120 km entre Feira de Santana e a capital baiana.
A marcha seguiu em direção ao Centro Administrativo da Bahia (Cab), onde o movimento montou um acampamento e deu início a reuniões com o governo estadual. Sob a coordenação de Adolpho Loyola, secretário de Relações Institucionais (Serin), o MST realizou uma reunião com diversas secretarias, apresentando as pautas para 2026 construídas coletivamente nos acampamentos e assentamentos.
“O objetivo é avançar na definição de um calendário de execução, com prazos concretos para garantir que as demandas das famílias sem terra saiam do papel e se tornem realidade. Seguimos em luta em diálogo com o governo e sociedade sobre a Reforma Agrária Popular”, destacou o movimento por meio das redes sociais.
Por memória, justiça e reforma agrária
Com o lema “30 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás: por memória, justiça e Reforma Agrária Popular“, a marcha estadual denuncia um dos episódios mais graves relacionados à violência no campo no Brasil, e que até hoje é marcado pela impunidade. Além disso, o movimento aponta que a mobilização busca reafirmar o compromisso do MST com a luta pela democratização do acesso à terra e por um novo modelo de desenvolvimento no campo.
Além das atividades institucionais, a programação do acampamento, montado em frente à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), inclui atividades de formação e e de diálogo. Nesta quinta-feira (16), às 9h, será realizado um encontro inter-religioso envolvendo diversas lideranças, como o padre Lázaro Muniz, capelão da Irmandade dos Pretos e Pretas, o cantor gospel Kleber Lucas e Mãe Jaciara de Iansã.
