A Cinemateca Brasileira iniciou, na última quarta-feira (22), no Recife, a terceira edição da mostra itinerante “A Cinemateca é Brasileira – Da Comédia ao Drama”, que segue até o domingo (3), no Cine Apipucos, no Parque de Apipucos. Com sessões gratuitas sempre ao ar livre, a programação reúne longas-metragens de diferentes épocas e estilos, propondo ao público um mergulho na diversidade do cinema nacional a partir dos gêneros cinematográficos.
Integrante do projeto Viva Cinemateca, a iniciativa percorre diversas cidades brasileiras com ações voltadas à preservação, difusão e valorização do audiovisual. Em 2026, o circuito inclui municípios como Belo Horizonte, João Pessoa, Manaus, Belém e Brasília, ampliando o acesso a obras que atravessam mais de um século de história do cinema brasileiro.
A proposta curatorial desta edição parte de gêneros como suspense, ficção científica, aventura e melodrama para evidenciar como o cinema brasileiro dialoga com essas linguagens de maneira singular, indo além de movimentos históricos como o Cinema Novo ou a Retomada. Ao reunir 23 filmes, a mostra evidencia a pluralidade estética e narrativa da produção nacional.
Depois das primeiras sessões exibidas na quarta e quinta-feira, a mostra concentra, a partir desta sexta (24), uma sequência de títulos marcantes. A abertura do fim de semana acontece com “A hora e vez de Augusto Matraga”, de Roberto Santos, exibido às 19h30. O filme apresenta a trajetória de um fazendeiro violento que, após ser dado como morto, passa por uma transformação espiritual marcada por conflitos entre fé e violência.
A programação continua no domingo (26), às 16h30, com Roberto Carlos em Ritmo de Aventura, comédia musical protagonizada pelo cantor em meio a perseguições e situações de ação. Já na quinta-feira (30), às 19h30, entra em cartaz Branco sai, Preto fica, de Adirley Queirós, que mistura ficção e documentário ao abordar a repressão policial em um baile black nos anos 1980.
No dia 1º de maio, sexta-feira, às 19h30, será exibido “São Bernardo”, de Leon Hirszman, adaptação do romance de Graciliano Ramos sobre ascensão social e conflitos pessoais. No sábado (2), às 18h, o público poderá assistir a “Que horas ela volta?”, de Anna Muylaert, que discute relações de classe a partir da história de uma empregada doméstica nordestina em São Paulo.
Encerrando a programação, no domingo (3), às 16h30, será exibido “Candinho”, dirigido por Abílio Pereira de Almeida. O filme, protagonizado por Amácio Mazzaropi, narra a trajetória de um bebê encontrado à beira de um riacho que cresce trabalhando em uma fazenda, enfrenta maus-tratos, é expulso e segue para São Paulo, em um melodrama marcado por elementos do universo caipira.
