A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo, Maria Zakharova, declarou nesta sexta-feira (24) que Moscou responderá com firmeza ao 20º pacote de sanções da UE, aprovado pelo bloco na última quinta-feira (23).
A porta-voz da diplomacia russa destacou que as ações da União Europeia são consideradas ilegítimas, acrescentando que a retaliação de Moscou às novas restrições será elaborada de acordo com os interesses da Rússia.
“Também tomaremos medidas retaliatórias. Elas serão duras. Serão elaboradas e implementadas de acordo com nossos interesses”, disse ela durante um briefing à imprensa.
Zakharova enfatizou que Moscou “condena veementemente quaisquer medidas coercitivas unilaterais ilegítimas, e cada vez mais países compartilham e apoiam essa abordagem”.
O Conselho da UE aprovou na última quinta-feira (23) o 20º pacote de sanções contra Moscou, classificado por Bruxelas como o maior dos últimos dois anos. As restrições afetaram bancos, portos, navios-tanque, plataformas de criptomoedas, empresas e pessoas físicas.
A diplomata russa observou que o novo pacote de sanções “além de prejudicar a segurança energética, naturalmente também ameaça a segurança alimentar”. “Agora, esses mesmos países que mais defenderam a segurança alimentar estão tomando medidas para prejudicá-la”, afirmou.
As principais medidas incluem a adesão de mais 46 petroleiros, 60 empresas e 117 pessoas físicas às suas listas de sanções, bem como a proibição da venda de navios-tanque a entidades russas. O pacote também inclui cerca de 20 bancos, introduz restrições de segurança cibernética e impõe uma proibição setorial abrangente a provedores e plataformas registrados na Rússia que facilitam a transferência e a troca de criptomoedas.
“Devido às sanções generalizadas ao setor financeiro, a Rússia está dependendo cada vez mais de criptomoedas para transações internacionais”, declarou o comunicado de Bruxelas.
O 20º pacote de sanções da UE contra a Rússia foi apresentado pela Comissão Europeia no início de fevereiro. Bruxelas esperava aprovar essas medidas ainda em fevereiro, às vésperas do quarto aniversário da guerra na Ucrânia, mas a decisão não foi tomada por conta do bloqueio da Hungria. A imposição de sanções requer consenso de todos os membros da UE.
