A celebração do 1º de Maio no Rio Grande do Sul acontece simultaneamente em cinco cidades pelo estado e prevê reunir até 90 mil pessoas na mobilização, em um grande circuito cultural descentralizado. Na capital gaúcha, a possibilidade de tempo chuvoso fez com que os organizadores mudassem o local para um espaço coberto: a Casa do Gaúcho, no Parque Harmonia (Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, 303 – Centro Histórico)
O evento terá atividades em Porto Alegre, Caxias do Sul, Santa Maria, Passo Fundo e Pelotas, e promete reunir luta, festa e feira, com entrada gratuita. Na Capital, as principais atrações musicais incluem Chico Chico, Bloco da Laje e a campeã do Carnaval de 2026, Imperadores do Samba. Ao longo do dia, atrações artísticas e culturais acontecem com o intuito de conectar as pautas populares com arte e diversão. Em todas as cidades também serão organizadas Feiras da Economia Solidária e terão a participação das cozinhas solidárias.
A arte como ferramenta de transformação social
Pela primeira vez na história da organização do evento, o Festival do Trabalhador e da Trabalhadora buscou unir música, cultura e economia solidária às pautas históricas da classe trabalhadora.
Segundo o presidente da Centra Única dos Trabalhadores (CUT/RS), Amarildo Cenci, a decisão atendeu a uma necessidade da população: “O povo gosta de lutas, sim. A gente tem pautas, sim. Mas o povo gosta de reunir, cantar, dançar… e por que não juntar as coisas? Juntar o mundo da cultura, da economia solidária e as pessoas se reunirem para se escutarem, se divertirem, confraternizarem e estarem juntas”.
A arte e a cultura se apresentam como ferramentas de atrair o público e tocar nas pautas de luta de uma forma lúdica, divertida e com beleza. Michelle Rodrigues, produtora cultural responsável pela organização do evento, afirma que “a ideia é proporcionar ao público a inclusão da cultura, sendo o meio de transformação e reflexão através da arte”.
Pautas trabalhistas
O festival traz para discussão as principais questões vividas pelos trabalhadores e pela organização estrutural das relações de trabalho. Serão levados temas como redução da jornada de trabalho, fim da escala 6×1, contra a pejotização, defesa do serviço público, fim dos feminicídios, soberania e democracia.
Cenci ressalta que as lutas trabalhistas fortalecem a nação, “afirmando cada vez mais nosso país democrático e com participação popular, com transparência do que acontece, pois é isso que nos construirá um país melhor e um povo referência pro mundo”. Para potencializar essa manifestação popular e cultural, o evento convoca a população para estar presente, celebrar a vida e apoiar as lutas.
Serviço
Festival do Trabalhador e Trabalhadora: Cultura em Movimento
Data: 1º de Maio de 2026
Horário: das 10h às 22h
Local: Casa do Gaúcho (R. Otávio Francisco Caruso da Rocha, 303 – Centro Histórico)
