ELEIÇÕES 2026

Quaest reforça Marília Arraes na liderança pelo Senado em Pernambuco; Humberto, Coelho e Mendonça empatam por 2ª vaga

Levantamento indica cenário “embolado”, com números próximos e bem abaixo de pesquisas recentes de outros institutos

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Na pesquisa Quaest, Marília Arraes (PDT), Humberto Costa (PT), Miguel Coelho (União Brasil) e Mendonça Filho (PL) aparecem à frente na corrida pelas 2 vagas ao Senado por Pernambuco
Na pesquisa Quaest, Marília Arraes (PDT), Humberto Costa (PT), Miguel Coelho (União Brasil) e Mendonça Filho (PL) aparecem à frente na corrida pelas 2 vagas ao Senado por Pernambuco | Crédito: Reprodução

Nesta terça-feira (28), o instituto Quaest divulgou seu primeiro levantamento pré-eleitoral para Pernambuco este ano. Além da pesquisa de intenção de voto para o governo do estado, o estudo também buscou captar o sentimento do eleitor em relação à disputa pelas duas vagas no Senado abertas para o estado. Fernando Dueire (PSD) não foi levado em consideração pela pesquisa.

Apesar dos percentuais consideravelmente abaixo dos alcançados nas pesquisas Datafolha e Real Time Big Data, este levantamento da Quaest reafirma a liderança de Marília Arraes (PDT).

Considerando os três cenários pesquisados, a ex-deputada Marília Arraes (PDT) aparece sempre à frente, com intenções de voto variando entre 18% e 21% e uma média de 20% (na Datafolha ela tem média de 41%). O senador e candidato à reeleição Humberto Costa (PT) aparece com percentuais que variam entre 12% e 13% e uma média de 12,3%, numericamente em 2º lugar (ele marca 31% no Datafolha divulgado há duas semanas). Tecnicamente empatado com o petista está Miguel Coelho (União Brasil), ex-prefeito de Petrolina, marcando 10% nos cenários em que é considerado. Veja o detalhamento dos cenários ao fim da matéria.

O grupo dos indecisos varia entre 10% e 18%, a depender do cenário (média de 14,6%). Eleitores que pretendem votar em branco ou nulo são, em média, 16,3% nesta pesquisa. Perguntados se os eleitores consideravam já estarem decididos sobre seus votos, 43% afirmaram que sim e 54% consideram que ainda podem mudar de candidatos.

O deputado federal Mendonça Filho (PL) aparece em 4º lugar, variando entre 8% e 9% (média de 8,5%). Ele é seguido por Anderson Ferreira (PL), ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes, que marca 6% ou 7% (média de 6,5%). O deputado federal Túlio Gadêlha (PSD) obtém 6% das intenções de voto em todos os cenários. Também tem essa média o ex-senador Armando Monteiro (Podemos), que varia entre 4% e 8%. O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) varia entre 4% e 6% (média de 5%) para o Senado. A vereadora Jô Cavalcante (Psol) e o ex-deputado federal Paulo Rubem (Rede) variam entre 3% e 4%, com média de 3,3%. O empresário Carlos Sant’Anna (Novo) tem média de 0,3%.

Popularidade e rejeição

Os entrevistados também foram questionados se conheciam cada um dos candidatos e, caso sim, se havia a possibilidade de votar naquele nome ou se não votaria de forma alguma nele. Marília Arraes (PDT) é a mais conhecida (78%) e, destes, metade (ou 39% do total) leva seu nome em consideração na hora do voto, enquanto a outra metade a rejeita. Humberto Costa (PT) é conhecido por 67% dos eleitores, sendo considerado uma opção para 26% (ou 39% dos que o conhecem) e rejeitado por 41% do total (61% dos que o conhecem).

Miguel Coelho (União Brasil) é conhecido por apenas 45% do eleitorado pernambucano e é um potencial nome para 21% do total (ou 46,5% dos que o conhecem), mas é rejeitado por 24% do total (53,5% dos que o conhecem). Mendonça Filho (PL) é conhecido por 60% do eleitorado pernambucano, sendo cogitado para o voto por 23% (38% dos que o conhecem) e descartado por 37% (61,6% dos que o conhecem). Eduardo da Fonte (PP) é conhecido por 54% e considerado como possibilidade de voto por 19% (35% dos que o conhecem), sendo rejeitado por 35% (65% dos que o conhecem).

Anderson Ferreira (PL) é conhecido por 37% dos pernambucanos, sendo considerado como opção por 14% (37,8% dos que o conhecem) e descartado por 23% (62% dos que o conhecem). Túlio Gadêlha (PSD) é conhecido por 36% dos eleitores, cogitado por 12% (33% dos que o conhecem) e rejeitado por 24% (67% dos que o conhecem). Carlos Sant’Anna (Novo) é conhecido de 17% dos eleitores e levado em consideração por 5% (29% dos que o conhecem) e rejeitado por 12% (70% dos que o conhecem).

A Quaest não considerou as pré-candidaturas de Armando Monteiro (Podemos), Jô Cavalcanti (Psol) e Paulo Rubem Santiago (Rede) no levantamento dos índices de rejeição.

Cenários testados pela Quaest

Cenário 1
18% – Marília Arraes (PDT)
12% – Humberto Costa (PT)
10% – Miguel Coelho (União Brasil)
8% – Mendonça Filho (PL)
6% – Anderson Ferreira (PL)
6% – Túlio Gadelha (PSD)
4% – Armando Monteiro Neto (Podemos)
4% – Eduardo da Fonte (PP)
3% – Jô Cavalcanti (Psol)
3% – Paulo Rubem Santiago (Rede)
0% – Carlos Sant’Anna (Novo)
10% – Indecisos
16% – Branco, nulo ou nenhum

Cenário 2
21% – Marília Arraes (PDT)
13% – Humberto Costa (PT)
10% – Miguel Coelho (União Brasil)
8% – Armando Monteiro Neto (Podemos)
7% – Anderson Ferreira (PL)
4% – Jô Cavalcanti (Psol)
3% – Paulo Rubem Santiago (Rede)
18% – Indecisos
16% – Branco, nulo ou nenhum

Cenário 3
20% – Marília Arraes (PDT)
12% – Humberto Costa (PT)
9% – Mendonça Filho (PL)
6% – Túlio Gadelha (PSD)
6% – Eduardo da Fonte (PP)
4% – Armando Monteiro Neto (Podemos)
4% – Paulo Rubem Santiago (Rede)
3% – Jô Cavalcante (Psol)
1% – Carlos Sant’Anna (Novo)
16% – Indecisos
17% – Branco, nulo ou nenhum

A pesquisa ouviu 900 eleitores do Estado de Pernambuco entre os dias 22 e 26 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela Genial Investimentos e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PE-08904/2026.

Editado por: Vinícius Sobreira

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