Um ataque das Forças Armadas da Ucrânia atingiu uma refinaria de petróleo na cidade russa de Tuapse na madrugada desta terça-feira (28), causando um grande incêndio no local. Drones atingiram também o porto da cidade, um dos maiores do Mar Negro. O Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia confirmou o ataque.
O prefeito da cidade, Serguei Boyko, pediu aos moradores de ruas próximas à refinaria que evacuassem suas casas e se dirigissem a um abrigo temporário aberto em uma escola do distrito. De acordo com as últimas informações, não há relatos de feridos decorrentes dos bombardeios.
A refinaria de petróleo de Tuapse, que se concentra em exportações em vez da produção de gasolina para o mercado interno, já havia sido atacada nos dias 16 e 20 de abril, com este representando o terceiro ataque do tipo em menos de um mês.
Os incêndios dos ataques anteriores foram extintos, mas o rio e a praia da cidade ficaram cobertos de óleo combustível, causando um risco ecológico à área marítima. Na última quarta-feira (22), uma chuva negra caiu sobre a cidade, contendo fuligem e condensado de derivados de petróleo liberados na atmosfera pelo incêndio.
Em 20 de abril, a força-tarefa regional relatou a descoberta de uma mancha de óleo cobrindo 10 mil metros quadrados no mar, a dois quilômetros do porto de Tuapse. Já em 22 de abril, o Rospotrebnadzor (Serviço Federal de Vigilância da Rússia) detectou concentrações elevadas de benzeno, xileno e fuligem no ar em quatro distritos de Tuapse. A agência chegou a recomendar que os moradores locais limitassem o tempo que passavam ao ar livre.
Nesta terça-feira (28), o presidente russo, Vladimir Putin, recebeu um relatório do chefe do Ministério de Situações de Emergência, Alexander Kurenkov, sobre os incêndios em Tuapse após o ataque de drones ucranianos. Em seguida, o líder russo instruiu o ministro a ir ao local dos incêndios.
“Por instruções do chefe de Estado, Kurenkov partirá para Tuapse nas próximas horas para monitorar o progresso do combate aos incêndios nas instalações de armazenamento de petróleo e os esforços de limpeza”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
Peskov também declarou que as Forças Armadas da Ucrânia atacaram instalações de armazenamento de petróleo destinado à exportação. Nesse sentido, o porta-voz acusou Kiev de agravar a escassez de petróleo nos mercados globais com estes ataques. “A Ucrânia também está provocando instabilidade nesses mercados”, reforçou.
