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Trump rejeita proposta de paz do Irã, mas diz ao Congresso dos EUA que guerra acabou

Casa Branca afirma fim das hostilidades para contornar exigência legal, mas mantém bloqueio naval contra Teerã

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Donald Trump desembarca do helicóptero Marine One na base conjunta Andrews, em Maryland, nesta sexta-feira (1º)
Donald Trump desembarca do helicóptero Marine One na base conjunta Andrews, em Maryland, nesta sexta-feira (1º) | Crédito: Jim Watson/AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou ao Congresso nesta sexta-feira (1º) que as hostilidades com o Irã “foram encerradas”, apesar de tropas estadunidenses manterem um bloqueio naval contra o país, considerado ato de guerra pelo direito internacional.

A comunicação ocorreu no mesmo dia em que Trump rejeitou publicamente a nova proposta apresentada pelo Irã para tentar encerrar a guerra. Segundo ele, Teerã quer incluir no acordo pontos que Washington considera inaceitáveis.

“Eles querem fazer um acordo, mas eu não estou satisfeito”, declarou Trump a jornalistas ao deixar a Casa Branca rumo à Flórida. O presidente disse ainda que a liderança iraniana está “muito desarticulada” e dividida em diferentes grupos.

“Eles fizeram avanços, mas não sei se chegam lá. Estão pedindo coisas inaceitáveis”, afirmou.

Na prática, a carta enviada ao Congresso tenta contornar o prazo legal para que os parlamentares autorizassem a continuidade da guerra. Nos Estados Unidos, o presidente pode iniciar ações militares sem aval prévio, mas precisa de autorização do Congresso em até 60 dias para manter o conflito.

Histórico da guerra

A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã em meio a negociações diplomáticas sobre o programa nuclear iraniano. Na sequência, Teerã respondeu com mísseis contra Israel e bases militares estadunidenses no Oriente Médio, ampliando o conflito para diferentes países da região.

Em abril, o eixo da guerra passou a envolver também o controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo. Como represália aos ataques, o Irã bloqueou quase totalmente a passagem marítima, enquanto os Estados Unidos responderam com bloqueios a portos iranianos e novas ameaças militares de Trump.

As primeiras tentativas de cessar-fogo surgiram no início de abril, com mediação do Paquistão. O acordo provisório previa suspensão dos ataques pelos Estados Unidos e reabertura gradual de Ormuz pelo Irã, mas as negociações seguiram instáveis.

O impasse é marcado pela disputa sobre garantias de segurança, programa nuclear, presença militar dos Estados Unidos na região e continuidade dos ataques israelenses no Líbano. Teerã também apresentou propostas para reabrir a rota marítima e responsabiliza Washington pelo entrave nas negociações.

Um cessar-fogo está em vigor desde 8 de abril, mas a Casa Branca mantém a ameaça de novos ataques caso as negociações fracassem.

Editado por: Raquel Setz

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