A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (5), a quarta fase da Operação Unha e Carne, que investiga uma organização criminosa acusada de fraudar licitações para a compra de materiais e contratação de serviços pela Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Seeduc). O deputado estadual Thiago Rangel (Avante), em seu primeiro mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi preso na manhã de hoje, acusado de integrar o grupo.
Segundo a investigação, a organização atuaria direcionando contratações feitas por escolas estaduais para empresas previamente escolhidas e ligadas ao esquema criminoso. Os investigados podem responder por peculato, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
De acordo com o G1, investigações no celular do ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, levaram ao desdobramento da investigação, já apurada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (RJ) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Em fevereiro deste ano, a então secretária de Educação Roberta Barreto foi exonerada do cargo diante das denúncias de superfaturamento em obras de reformas escolares.
Autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a operação é realizada desde a manhã desta terça-feira e inclui o cumprimento de sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão na capital fluminense e nas cidades de Miracema, Bom Jesus do Itabapoana e Campos dos Goytacazes, berço político do deputado.
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Quem é Thiago Rangel
Eleito em 2022 para a Alerj, o deputado foi vereador em Campos dos Goytacazes por dois anos, antes de deixar o mandato para assumir o cargo no Legislativo estadual. Filiado ao partido Avante, Rangel também exerceu os cargos de superintendente regional do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-RJ) e diretor de fiscalização do Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ).
Posicionamento do deputado
Em nota oficial enviada à reportagem, a defesa do deputado manifestou “surpresa” com a operação, negou qualquer envolvimento do deputado em práticas ilícitas e informou que está se inteirando dos fatos. A nota afirma ainda que o deputado prestará os esclarecimentos necessários e tem “plena confiança nas instituições e no devido processo legal”.
*Está matéria foi atualizada às 11h48 para acrescentar o posicionamento do deputado Thiago Rangel (Avante).
