A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (7), a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de corrupção, de lavagem de dinheiro, de organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo o Banco Master.
Entre os alvos de mandados de busca e apreensão está o senador e presidente nacional do Progressistas (PP), Ciro Nogueira.
Ao todo, os agentes cumprem dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados do Piauí, de São Paulo, de Minas Gerais e no Distrito Federal.
Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados para garantir o ressarcimento aos cofres públicos em caso de condenação. Conforme comunicado da Polícia Federal, a decisão judicial autorizou, ainda, o bloqueio de bens, de direitos e de valores no valor de R$ 18,85 milhões.
As investigações envolvem a atuação do BRB na tentativa de compra do Banco Master e na aquisição de carteiras de crédito da instituição. O Banco Central (Bacen) vetou a operação ao apontar riscos ao banco público e falta de viabilidade econômica.
O caso Master, que já teve quatro fases anteriores, investiga se a instituição financeira cresceu de forma acelerada no mercado brasileiro por meio de manipulação de balanços e cooptação de figuras influentes no cenário político nacional.
Procurada pelo Brasil de Fato, a defesa de Ciro Nogueira disse repudiar “qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”. A nota assinada por advogados do escritório de Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirma que o senador “não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados”.
Veja, na íntegra, o posicionamento da defesa do senador Ciro Nogueira:
A defesa do senador Ciro Nogueira repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar.
Reitera o comprometimento do Senador em contribuir com a Justiça, a fim de esclarecer que não teve qualquer participação em atividades ilícitas e nos fatos investigados, colocando-se à disposição para esclarecimentos.
Pondera, por fim, que medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas.
*Texto atualizado às 10h11 para incluir posicionamento da defesa do senador Ciro Nogueira.
