Militantes históricos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) serão homenageados em uma sessão solene na Câmara Municipal do Rio nesta sexta-feira (8) pelo compromisso com a reforma agrária, a segurança alimentar e a agroecologia. A cerimônia acontece a partir das 18h, por iniciativa do mandato da vereadora Maíra do MST (PT).
Os agraciados com medalhas serão João Pedro Stédile, Marina dos Santos – a Marina do MST -, Kátia Barbosa e Cícero Guedes. O objetivo do evento é reconhecer a trajetória de 53 personalidades, entre instituições de ensino e pesquisa, movimentos sociais, coletivos e redes de segurança alimentar, nutricional e agroecológica.
O economista João Pedro Stédile, um dos fundadores e membro da direção nacional do MST, vai receber a Medalha São Francisco de Assis; a deputada estadual Marina do MST (PT) será agraciada com a Medalha Chiquinha Gonzaga; e a chef de cozinha Kátia Barbosa receberá a Medalha Pedro Ernesto, que também será entregue a Mateus Silva, filho de Cícero Guedes, uma das principais lideranças do MST, como homenagem póstuma.
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“Queremos valorizar o trabalho de pessoas e instituições que desempenham um papel importante na luta pela redistribuição da terra, pela garantia do direito humano à alimentação adequada e pela promoção de sistemas agroecológicos sustentáveis”, destaca Maíra do MST.
“Este é o reconhecimento do nosso mandato popular a todos os parceiros que têm compromisso com a soberania alimentar e com a justiça social”, completou.
Cícero Guedes
Um dos militantes mais importantes do MST no Rio de Janeiro, Cícero Guedes foi assassinado em 2013 em Campos dos Goytacazes, onde era assentado e produzia alimentos utilizando técnicas que o tornaram referência em agroecologia na região.
Como grande entusiasta do diálogo permanente entre campo e cidade, Cícero também foi um dos idealizadores da Feira Estadual da Reforma Agrária no Rio de Janeiro, que passou a carregar seu nome e legado.
O líder foi morto por pistoleiros nos arredores da antiga Usina de Cambahyba, local que, após mais de 20 anos de luta do MST, hoje abriga o assentamento Cícero Guedes em sua homenagem. A formalização do assentamento pelo Incra só ocorreu há três anos, no governo Lula.
