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Cuba desmente suposta oferta de ajuda humanitária por parte dos EUA anunciada por Rubio

Ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, disse desconhecer oferta e relembrou outros anúncios semelhantes

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O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, fala durante uma coletiva de imprensa em Havana | Crédito: ADALBERTO ROQUE / AFP

“Uma invenção e uma mentira”. Assim o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, classificou as recentes alegações do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, sobre uma suposta oferta de US$ 100 milhões em ajuda humanitária à ilha.

Em coletiva de imprensa, Rubio afirmou que Washington disponibilizou esse montante em ajuda, mas que o governo cubano estava impedindo sua distribuição.

Nesta terça-feira (12), Rodríguez enfatizou em suas redes sociais que “seria bom saber quem especificamente contribuiria com o dinheiro, se seria entregue em espécie para necessidades essenciais, como combustível, alimentos e medicamentos, ou se seria uma entrega de materiais e de qual empresa ou agência os produtos seriam comprados”.

“Também seria necessário esclarecer como seria distribuído em Cuba e quando seria oficialmente oferecido às autoridades cubanas”, apontou Rodríguez.

Cuba descreve a persistência do bloqueio dos EUA como uma punição coletiva atroz contra a população e já acionou organismos internacionais e invocou outras nações a reagir contra a imposição do governo de Donald Trump. “Será uma doação, um engano ou um acordo sujo para restringir nossa independência? Não seria mais fácil suspender o bloqueio de combustível?”, questionou o ministro.

Em 6 de maio, o vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, informou em suas redes sociais que, dos US$ 3 milhões em ajuda prometidos pelo governo dos EUA em outubro, a serem enviados e distribuídos pela Igreja Católica, chegaram ao país apenas sacolas individuais com alimentos e produtos de higiene, além de outros materiais. O montante da doação foi avaliado em US$ 2,5 milhões.

“Os Estados Unidos também anunciaram publicamente, há meses, outro pacote de ajuda no valor de US$ 6 milhões, a ser enviado e distribuído pela Igreja Católica. Ninguém em Cuba se opôs ao recebimento dessa ajuda, e a comunicação com a Igreja e seus representantes continua, enquanto aguardamos a conclusão da referida ajuda”, acrescentou o vice-ministro.

Fernández de Cossío destacou, porém, que o processo de ajuda deve ser realizado com a devida coordenação com as autoridades cubanas e respeito às leis do país, sem politização e atendendo à população mais necessitada nos territórios mais vulneráveis.

* Com informações da Telesur

Editado por: Rodrigo Gomes

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