Fraudes bancárias

Deputados do Rio aprovam criação de CPI para investigar investimentos do governo no Banco Master

Documento protocolado reúne número suficiente de assinaturas e parlamentares aguardam publicação no Diário Oficial

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Fachada da sede do Banco Master em São Paulo
Após ser preso por fraudes bancárias, Daniel Vorcaro negocia delação premiada | Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil

Com o objetivo de apurar os impactos nos cofres estaduais de investimentos do Rioprevidência e da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) em fundos ligados ao Master, deputados da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovaram a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

O pedido foi protocolado pelo deputado Flávio Serafini (Psol-RJ) na última quarta-feira (6). A proposta recebeu as 24 assinaturas necessárias de parlamentares e, pela legislação, deve ser criada automaticamente em até 48 horas. Os deputados aguardam a publicação no Diário Oficial. Serafini espera que isso ocorra até a próxima quarta-feira (13), após a reunião de líderes de bancadas marcada para esta terça (12), às 15h na Alerj.

O banco é o pivô de um dos maiores crimes financeiros do país e teve falência decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025. Daniel Vorcaro, dono do Banco, está preso preventivamente em Brasília desde 4 de março, após a 3ª fase da Operação Compliance Zero.

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“A necessidade de investigação é imediata diante da liquidação do Banco Master pelo Banco Central. Este evento potencializa radicalmente os riscos e impactos sobre os ativos do RioPrevidência, dos quais dependem milhares de servidores, aposentados e pensionistas do Rio”, afirmou o parlamentar.

Investigação entregue à Polícia Federal

As principais denúncias contidas na representação criminal são a concentração de recursos do Rioprevidência em uma única aplicação e concentrou investimento no Banco Master. O fundo previdenciário investiu R$ 970 milhões em letras financeiras e, de acordo com o TCE, os investimentos somam R$ 2,6 em outros fundos ligados ao Master. Isso significa uma concentração de 25% dos investimentos em uma única instituição financeira. Além disso, o credenciamento do Banco Master junto ao Rioprevidência aconteceu após os aportes.

O ex-presidente do Rioprevidência e responsável por autorizar essas operações foi preso em 3 de fevereiro deste ano, após operação da Polícia Federal Barco de Papel, em que os diretores do órgão também foram investigados.

Editado por: Juliana Passos

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