campanha salarial

Metroviários aceitam proposta e cancelam greve na quarta (13)

Metrô atendeu em parte às reivindicações e a categoria optou por prosseguir a negociação no TRT

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Trem da Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo
Trem da Linha 3-Vermelha do Metrô de São Paulo | Crédito: Divulgação/Metrô SP

Os trabalhadores metroviários de São Paulo aceitaram a proposta do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região e cancelaram a greve prevista para quarta-feira (13). Em assembleia realizada pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo, iniciada às 18h desta terça-feira (12), a maioria votou pela aceitação da proposta.

A categoria reivindica a apresentação de uma proposta econômica que contemple o reajuste salarial e a Participação nos Resultados. Além da questão salarial, os metroviários colocam em pauta melhorias no plano de saúde e a implementação do plano de carreira.

O Metrô atendeu em parte às reivindicações e a categoria optou por prosseguir a negociação, com uma reunião entre empresa e trabalhadores no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região, no centro de São Paulo, marcada para esta quarta-feira (13).

Situação problemática

A categoria aponta que o sucateamento do serviço e a precarização dos benefícios são reflexos de uma política que prioriza a transferência de recursos para o setor privado em detrimento dos trabalhadores e usuários.

Um dos pontos centrais da pauta é a exigência de novos concursos públicos para a reposição do quadro de funcionários. “Em 10 anos, o quadro de funcionários do Metrô reduziu para metade”, afirmam, em nota, os metroviários.

Segundo a secretária de comunicação da categoria, Camila Lisboa, atualmente, a companhia conta com 5.663 funcionários distribuídos em todas as áreas de atendimento, operação dos trens, segurança pública, manutenção e administração. Essa redução tem gerado sobrecarga de trabalho e comprometido a manutenção e a operação das linhas.

O movimento também se manifesta de forma contundente contra os projetos de privatização e concessão de linhas estatais. Para os metroviários, a entrega do sistema à iniciativa privada agrava a falta de investimentos em segurança e manutenção, além de encarecer o sistema para a população.

Editado por: Rodrigo Gomes

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