O volume de vendas do comércio varejista no Brasil registrou um crescimento de 0,5% em março na comparação com fevereiro, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (13). Com o resultado, o setor alcançou o nível mais alto de sua série histórica, iniciada no ano 2000, superando o recorde estabelecido no mês anterior.
O desempenho de março consolida uma trajetória de expansão iniciada no último trimestre de 2025. Nos últimos 12 meses, o setor acumula uma alta de 1,8%. Na comparação direta com março do ano passado, o crescimento foi de 4,0%, com resultados positivos em todas as oito atividades pesquisadas nesta base de comparação.
Desempenho por atividade
Das oito atividades que compõem o varejo restrito, cinco apresentaram alta em março. O destaque principal foi o segmento de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, que avançou 5,7%. De acordo com a análise técnica do IBGE, o desempenho deste setor está diretamente atrelado à valorização do real frente ao dólar, que reduziu o custo de produtos importados e componentes eletrônicos.
O setor de combustíveis e lubrificantes também apresentou crescimento, com alta de 2,9% no volume de vendas, o que gerou um incremento de 11,4% na receita nominal da atividade no período. Já o grupo de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba lojas de departamentos e joalherias, acompanhou a tendência positiva com alta de 2,9%.
No campo negativo, o setor de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo — que detém o maior peso na estrutura da pesquisa — recuou 1,4% em março. Esta foi a queda mais expressiva da atividade desde junho de 2024. O segmento de móveis e eletrodomésticos também registrou retração de 0,9%.
Recorte regional
Frente a fevereiro, o crescimento do varejo foi observado em 19 das 27 Unidades da Federação. Os maiores avanços mensais foram registrados no Maranhão (3,8%), Amazonas (3,7%) e Piauí (3,5%). No sentido oposto, as maiores quedas ocorreram na Bahia (-2,2%), Pernambuco (-2,0%) e São Paulo (-1,0%).
