Dias de Luta

Greve na Bolívia entra no 11º dia: trabalhadores exigem a renúncia do presidente Rodrigo Paz

A situação se agravou após o fracasso das negociações sobre uma lista de mais de 100 reivindicações

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Bolívia
Mineiros marcham em direção a La Paz, exigindo a renúncia do presidente boliviano Rodrigo Paz | Crédito: Aizar Raldes/AFP

A greve geral por tempo indeterminado na Bolívia, convocada pela Central Sindical dos Trabalhadores, completa 11 dias nesta quinta-feira (14), com mobilizações ininterruptas exigindo a renúncia do presidente de direita Rodrigo Paz.

Os trabalhadores têm realizado marchas diárias que ocupam o centro de La Paz. Os bloqueios de estradas atingem pelo menos 60 locais do país, desde o dia 4 de maio.

Há bloqueios na região de Patacamaya–Tambo Quemado, em Oruro. O departamento de La Paz concentra 47 dos 60 bloqueios de estradas relatados em todo o país, incluindo Senkata, Viacha, Huarina, Tiquina, Achacachi, Caranavi, Alto Beni, entre outros.

As bases sindicais e camponesas ratificaram a decisão de não abandonar as medidas de pressão até que o governo Paz atenda às reivindicações.

A mobilização dos trabalhadores se intensificou após o fracasso das negociações sobre uma lista de mais de 100 reivindicações de 70 sindicatos filiados. Os sindicatos destacam o aumento do custo de vida e serviços básicos na gestão de Paz.

A indignação dos trabalhadores é mobilizada pelo aumento do preço dos combustíveis e pela má qualidade do produto. Denúncias apontam que os combustíveis estão sendo vendidos pelo dobro do preço anterior e a má qualidade gerou danos mecânicos em milhares de veículos e um aumento interno no custo do transporte.

Em resposta à prorrogação da greve, o comandante da polícia, Mirco Socol, anunciou que as operações para desbloquear as vias são iminentes, e que vai contar com o apoio das Forças Armadas da Bolívia para expulsar os trabalhadores dos locais.

A Procuradoria-Geral do Estado declarou que pode abrir imediatamente processos judiciais contra trabalhadores que liderem as táticas de pressão ou usem violência durante as operações, descrevendo os bloqueios como uma tentativa de desestabilização democrática.

* Com informações da Telesur

Editado por: Rodrigo Gomes

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