Docentes da Universidade de Brasília (UnB) aprovaram, em assembleia realizada nesta quinta-feira (14), o indicativo de greve diante da ampliação da absorção da Unidade de Referência de Preços (URP), determinada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
A categoria avalia que a medida aprofunda o impasse com o governo federal e amplia a insegurança sobre os efeitos na folha de pagamento, especialmente após a comunicação de que a absorção poderá chegar a 100%.
Desde abril, a Associação Docente (ADUnB) mantém assembleia permanente em razão das mudanças no processo. Em 12 de maio, o MGI enviou ofício à Reitoria da UnB informando que, após decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), deve ser aplicada a absorção integral dos reajustes, sem extensão automática do acordo anterior aos docentes.
Ingressantes desde novembro de 2023, que ainda não receberam a URP, e aposentados afetados por cortes anteriores também foram mencionados nas discussões, com cobrança de posicionamento do Ministério sobre os diferentes impactos.
Ao final da assembleia, a categoria aprovou o indicativo de greve. Segundo o professor e diretor da ADUnB, Pedro Gontijo, a medida representa mais uma etapa do processo de mobilização da categoria.
“É uma sinalização de que os docentes poderão entrar em greve caso a intransigência do MGI continue e não seja estabelecido um processo de negociação”, explica.
Nos próximos dias, o Comitê de Mobilização deve organizar novas ações até a realização de nova assembleia.
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