Eleições 2026

PT não terá candidato próprio na Paraíba e costura aliança que impõe derrota política a Hugo Motta

Pré-candidato ao Senado, pai de presidente da Câmara dos Deputados não terá Lula e nem direita em seu palanque

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Presidente da Câmara, Hugo Motta
Segundo Motta, a previsão é que o texto do relator seja votado na comissão especial na quinta-feira (4) | Crédito: José Cruz/Agência Brasil

Na última terça-feira (12), o presidente nacional do PT, Edinho Silva, anunciou que o partido apoiará as pré-candidaturas de Veneziano Vital Rêgo (MDB) e João Azevedo (PSB) para as duas vagas do Senado em disputa na Paraíba.

Dessa forma, o partido confirma que não terá candidato próprio na disputa pelo governo do estado e impõe uma importante derrota ao deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, cujo pai, o ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), tentará se eleger ao Senado.

Nos últimos 18 meses em que esteve à frente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta tentou negociar o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à candidatura do pai, usando, inclusive, a agenda do Congresso para pressionar o petista.

Na corrida pelo governo estadual, o PT apoiará Lucas Ribeiro (PP), que era vice-governador, mas assumiu o cargo principal após o ex-governador João Azevedo (PSB), que esteve à frente da Paraíba por oito anos, se licenciar do cargo para disputar o Senado.

José Artigas, cientista político e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), explica a tática petista durante o programa É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato, que tem analisado a corrida eleitoral nos 27 estados do país.

“Existe uma aliança, que tem sido forjada há muitos anos na Paraíba, em volta do governador João Azevedo, e isso será mantido esse ano. A prioridade neste momento é ampliar a participação no Legislativo. O PT tem apenas um deputado federal, hoje é o padre Luis Couto, e há uma expectativa de uma candidatura competitiva, que é a do ex-governador Ricardo Coutinho”, afirma.

O senador Veneziano Vital Rêgo, que tentará a reeleição, integra a ala governista do MDB e votou com o Palácio do Planalto durante todo o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A preocupação petista passa a ser consolidar a posição do partido nos dois maiores colégios eleitorais do estado, para garantir uma vitória de Lula por uma margem mais confortável.

“Em 2018, o Bolsonaro ganhou por apenas 1% dos votos em Campina Grande e João Pessoa. Contudo, perdeu em todos os outros municípios do estado. Na última eleição, o Lula venceu em todos os municípios do estado, mas por apenas 1% dos votos em Campina Grande e João Pessoa, onde está concentrado o eleitorado bolsonarista”, diz Artigas.

Às segundas, quartas-feiras e sextas-feiras, o É de Manhã leva ao ar uma análise sobre a corrida eleitoral em cada um dos 27 estados do país, entrevistando cientistas políticos locais, à partir das 7h. O programa é exibido no Youtube do Brasil de Fato e transmitido pela rádio Brasil de Fato, 98.9 FM.

Editado por: Thaís Ferraz

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