Guerra sem fim

Bombardeio israelense mata comandante de ala militar do Hamas e deixa civis mortos em Gaza

Ofensiva militar ocorre em meio ao impasse nas negociaçõespor cessar-fogo e intensifica o massacre contra os palestinos

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Soldados israelenses montam guarda ao lado de ajuda humanitária na passagem de Kerem Shalom, entre o sul de Israel e a Faixa de Gaza, em 2025
Soldados israelenses montam guarda ao lado de ajuda humanitária na passagem de Kerem Shalom, entre o sul de Israel e a Faixa de Gaza, em 2025 | Crédito: Carlos Rayes / AFP

As Forças Armadas de Israel anunciaram, neste sábado (16), o assassinato do comandante da ala militar do Hamas, Izz al-Din al-Haddad, de 56 anos, durante um ataque aéreo contra a Faixa de Gaza realizado na última sexta-feira (15). A informação sobre a morte do dirigente foi confirmada pela agência Reuters.

Este é o assassinato do dirigente de mais alto escalão do grupo em operações israelenses desde o acordo de cessar-fogo firmado em outubro do ano passado. Neste sábado, um funeral conjunto para o comandante, sua esposa e sua filha de 19 anos foi realizado na mesquita dos Mártires de Al-Aqsa, localizada no centro de Gaza.

Na mesma sexta-feira, Israel realizou ao menos dois ataques aéreos contra Gaza, resultando na morte de sete palestinos, incluindo três mulheres e uma criança.

Em uma declaração conjunta divulgada também na sexta, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu ministro da Defesa, Israel Katz, já haviam confirmado a execução do bombardeio direcionado ao líder, a quem apontam como um dos arquitetos das ações de 7 de outubro de 2023.

Conhecido pelo apelido de “o Fantasma” devido ao histórico de ter sobrevivido a sucessivas tentativas de assassinato perpetradas por Israel, Haddad havia assumido a chefia militar do grupo em Gaza em maio de 2025, após a morte de Mohammad Sinwar. Segundo as forças de ocupação israelenses, ele integrava as fileiras da organização desde a sua fundação, na década de 1980.

O assassinato ocorre em um momento de paralisia nas negociações indiretas para a aplicação do plano pós-guerra proposto pelo presidente estadunidense, Donald Trump, que busca colocar fim há mais de dois anos de confrontos na região.

Nas últimas semanas, o governo de extrema direita de Israel intensificou a ofensiva militar e os bombardeios em Gaza. A mudança de foco do exército israelense ocorre logo após a suspensão dos ataques que vinham sendo realizados em conjunto com os EUA contra o Irã, redirecionando o aparato bélico contra o território palestino, que já se encontra majoritariamente destruído pela guerra.

Editado por: Rodrigo Chagas

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