Violência política

Vereadora Benny Briolly foi atacada nesta terça-feira (19)

Ação 'Libera meu xixi' foi realizada após ataques às mulheres trans por parte de deputada do PL

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Benny Briolly é a primeira vereadora trans de Niterói
Benny Briolly é a primeira vereadora trans de Niterói | Crédito: Benny Briolly/Reprodução/Instagram

A vereadora Benny Briolly (PT) foi atacada na noite desta terça-feira (19) durante manifestação pela defesa de mulheres trans utilizarem o banheiro feminino realizada em um shopping no centro de cidade de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Briolly relatou que foi empurrada e bateu a cabeça e foi socorrida de maca. Em nota publicada nas redes sociais, a assessoria informa que ela recebeu atenção hospitalar para estabilização e está se recuperando.

A ação ‘Libera meu xixi’ foi realizada em resposta aos ataques transfóbicos feitos pela deputada Índia Armelau (PL) contra o uso do banheiro feminino por mulheres trans. A deputada é autora do Projeto de Lei 3.17/23, que obriga a criação de um banheiro neutro, específico para pessoas trans que entrou em regime de urgência de votação na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) no último dia 12 de maio, mas saiu de pauta após deputados de oposição apresentarem inúmeras emendas.

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No mesmo horário do ato previsto, o vereador Douglas Gomes (PL) esteve no local e registrou em vídeo a passagem da vereadora e gravou um vídeo em que sobe em uma mesa e começa a gritar para os presentes “banheiro de mulher é para mulheres”, em uma mensagem que nega o direito das mulheres trans a usarem o banheiro feminino.

Antes da manifestação, a vereadora postou um vídeo denunciando ameaças e pediu que ninguém comparecesse ao ato. “Eu estarei lá, cumprindo o compromisso político e simbólico dessa luta, mas não quero colocar nenhuma irmã de luta, nenhum aliado ou apoiador em risco”.

Nas redes sociais, diversas parlamentares demonstraram solidariedade à vereadora como deputada federal Benedita de Silva (PT) e as deputadas estaduais Marina do MST (PT) e Dani Balbi (PC do B). “É revoltante que uma mulher negra, trans, vereadora eleita pelo povo, tenha sido agredida justamente em um ato em defesa da dignidade e dos direitos da população trans. A transfobia mata, agride, expulsa e silencia. E combater isso é responsabilidade de toda a sociedade”, declarou Balbi.

Editado por: Juliana Passos

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