Poucas semanas após encerrar sua quarta edição, o Fórum Social das Periferias de Porto Alegre realiza, neste sábado (23), um seminário voltado à avaliação das atividades recentes e à definição das próximas ações do movimento. O encontro ocorre das 9h às 17h, na sede do Sindipetro, no bairro Cidade Baixa, reunindo lideranças comunitárias, movimentos sociais, comunicadores populares e organizações parceiras.
A iniciativa marca o início de um novo ciclo organizativo que pretende estruturar o calendário de mobilizações e ações para o período de 2026 e 2027. A proposta, segundo os organizadores, é consolidar um processo de planejamento que mantenha como referência as demandas construídas nos territórios periféricos da capital gaúcha.
“Nessa quarta edição, a gente teve um grande avanço. Conseguimos articular com outras esferas para poder fazer os dossiês, para poder também fazer os levantamentos de tudo aquilo que cada comunidade tem nas suas dificuldades. São comunidades com características, com necessidades diferentes. Então, para isso, para nós, foi muito importante o que fizemos e o que vamos levar até os órgãos públicos”, afirmou a organizadora Carla Ribeiro.
Avaliação da quarta edição orienta próximos passos
A quarta edição do Fórum é apontada por integrantes como um momento de ampliação da participação popular e de aprofundamento dos debates sobre as condições de vida nas periferias. Entre os resultados destacados estão a sistematização de demandas locais e a construção de instrumentos para diálogo com o poder público.
Integrante da organização, Renan da Silva afirma que o processo permitiu avançar na articulação entre diferentes comunidades e instituições. “Na quarta edição do Fórum de Periferia, um instrumento criado pelo movimento popular para fazer o levantamento das demandas e necessidades das comunidades periféricas das vilas de Porto Alegre, a gente teve um grande avanço ao conseguir articular com outras esferas para elaborar dossiês e fazer levantamentos de tudo aquilo que cada comunidade tem nas suas dificuldades”, diz.
Ele ressalta que os dados reunidos refletem a diversidade das realidades locais. “São comunidades com características e necessidades diferentes. Por isso, para nós foi muito importante porque esse material será levado até os órgãos públicos”, completa.
Planejamento busca consolidar incidência política
Além da avaliação, o seminário terá como eixo central a construção do planejamento estratégico para os próximos dois anos. A organização pretende definir metas, fortalecer articulações locais e estruturar as próximas edições do Fórum.
Carla Ribeiro, que também integra o processo organizativo, destaca que o momento é considerado decisivo para dar continuidade às ações. “É um ano importante para que a gente possa fazer a construção do projeto e do planejamento de trabalho para o estado do Rio Grande do Sul”, afirma.
Segundo ela, o seminário deve consolidar encaminhamentos que já vinham sendo discutidos durante o Fórum e ampliar o alcance das ações nos territórios.
Assembleias territoriais entram na agenda
Entre as iniciativas previstas está a realização de assembleias populares em 17 regiões de Porto Alegre. A proposta é promover debates sobre o processo eleitoral e ampliar o acesso à informação política nas periferias.
A organização indica que os encontros devem abordar temas como a importância do voto, o papel dos cargos em disputa — incluindo Presidência da República, Senado, governo estadual e legislativos — e os impactos dessas funções no cotidiano da população.
De acordo com os organizadores, a medida busca fortalecer a participação política a partir da base social, articulando formação cidadã e mobilização comunitária.
Espaço de articulação e construção coletiva
O Fórum Social das Periferias de Porto Alegre se define como um espaço de articulação entre movimentos sociais, associações de moradores e ativistas, com atuação voltada à construção de políticas públicas a partir das realidades locais. Entre os temas abordados estão orçamento público, cultura, direitos humanos e desenvolvimento urbano.
Ao longo das edições, o Fórum tem reunido diferentes organizações e ampliado sua atuação na incidência política, especialmente na sistematização de demandas e no diálogo com instituições públicas.
O seminário deste sábado integra esse processo contínuo de organização, com foco na consolidação de estratégias e na manutenção do protagonismo das comunidades periféricas nas decisões que impactam seus territórios.
