Morreu nesta segunda-feira (8), aos 40 anos, a jornalista Cristiane Sampaio, que foi repórter do Brasil de Fato em Brasília durante mais de nove anos.
Natural do Ceará, Sampaio também integrou a diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal entre 2019 e 2025. Sempre empenhada na luta pelos direitos da classe trabalhadora, com especial atenção às pautas das mulheres no Congresso Nacional, a jornalista se debruçou sobre o golpe contra a presidenta Dilma Rousseff e na cobertura dos retrocessos impostos pelo governo de Michel Temer.
De acordo com informações da família, a possível causa de sua morte é a ocorrência de um mal súbito.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Ceará (UFC), era especialista em Administração Pública pela FGV-Brasília, atuou como produtora de telejornalismo e assessora de imprensa. De 2016 a 2025, dedicou-se à correspondência do Brasil de Fato. Em seguida, passou a atuar como produtora da TV Câmara.
Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) e o Coletivo de Mulheres Jornalistas do DF manifestaram pesar pela morte da jornalista.
“Como jornalista, Cristiane ostentava as três características fundamentais da nossa profissão: curiosidade, rigor jornalístico e humanidade. Como amiga e sindicalista, ela iluminava os espaços com seu companheirismo, coração grande e seu sorriso acolhedor. Descrita como uma repórter de ‘alma amanteigada’ e sempre em busca da ‘palavra exata’, Cristiane era uma apaixonada pelas letras e pelos bastidores da política. Sua trajetória profissional foi marcada pela versatilidade e pelo rigor técnico, com passagens pelo jornalismo impresso, telejornalismo, produção e revisão”, destacam.
Sampaio exerceu o cargo de diretora do sindicato por duas gestões consecutivas (2019-2022 e 2022-2025), na coordenação de Formação.
“Para além da competência técnica, Cristiane era muito estudiosa e comprometida com os direitos humanos e o acesso à informação. No campo sindical e dos movimentos sociais, destacou-se pela coragem e firmeza na defesa dos colegas e nunca se omitiu diante de irregularidades trabalhistas, movida por uma inesgotável capacidade de se indignar contra as injustiças. Perdemos uma amiga carinhosa, uma companheira de luta exemplar e uma profissional que via no jornalismo uma ferramenta essencial para a defesa dos direitos das pessoas. Sua falta será sentida em todos os espaços da nossa profissão e militância”, completam o sindicato e o coletivo.
*Texto atualizado para inserção de informações sobre a causa da morte.

