Pelo menos oito pessoas morreram após um ataque aéreo israelense atingir uma área residencial da cidade de Tiro, no sul do Líbano, nesta terça-feira (09).
O bombardeio ocorreu poucas horas depois de o Exército de Israel emitir uma nova ordem de evacuação para a cidade, uma das maiores do país, alertando a população para deixar a área antes de possíveis ataques.
A ofensiva provocou uma nova onda de deslocamentos em Tiro. É a primeira vez desde o início da atual escalada de violência, em março, que os moradores dessa região são instruídos a abandonar suas casas. Nas evacuações anteriores determinadas por Israel, o bairro cristão havia sido poupado, o que levou milhares de deslocados internos a buscar refúgio na área.
Nos últimos meses, parques, áreas próximas à marina e espaços entre lojas passaram a abrigar famílias que fugiram de outras localidades do sul do Líbano. Muitos viviam em barracas improvisadas ou dentro de veículos. Com a nova ameaça de ataque, testemunhas relataram cenas de pânico e um êxodo acelerado de moradores em direção ao norte do país.
Segundo relatos da Agência Nacional de Notícias do país, equipes de resgate da Defesa Civil estão “evacuando os vulneráveis para locais seguros”, enquanto a população foge das áreas ameaçadas.
Evacuação forçada
A ordem de evacuação foi divulgada pelo porta-voz das Forças de Defesa de Israel para a língua árabe, Avichay Adraee. Em comunicado, ele pediu que os habitantes de Tiro, incluindo moradores do bairro cristão, dos campos de refugiados e das áreas vizinhas, “evacuem imediatamente” a região e se desloquem para além do rio Zahrani.
Segundo Adraee, os ataques seriam uma resposta a supostas violações do acordo de cessar-fogo por parte do Hezbollah e a ataques contra a “retaguarda de Israel”.
O embaixador de Israel nos EUA, Yechiel Leiter, afirmou que as negociações entre Washington e Teerã “não têm nada a ver com o Líbano”, acusando o Irã de tentar conectar os dois assuntos. Em entrevista à Fox News, Leiter disse que as operações israelenses contra o Hezbollah são independentes das negociações entre EUA e Irã e alertou que “o Líbano não terá futuro se permanecer atrelado ao Irã”.
