A Rede de Pesquisadores Negres do Ceará (Repence) será oficialmente lançada neste sábado (13), durante o seminário “De favelas, quilombos, terreiros e coragem: 300 anos da Fortaleza Negra”. Com o objetivo de fortalecer a presença e a articulação de pesquisadoras e pesquisadores negros no ambiente acadêmico e nos espaços de produção do conhecimento, o lançamento acontece das 9h às 12h, no auditório do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, com entrada gratuita.
A programação conta com homenagens póstumas a cinco personalidades negras que contribuíram para a produção acadêmica e científica no estado: Lúcia Simão, Joselina da Silva, Anna Erika Lima, Hilário Ferreira e Kaci Gadelha. Para Cícera Barbosa, historiadora e uma das mobilizadoras da Repence, pensar uma rede de pesquisadores e pesquisadoras com o recorte racial de negritude no Ceará é honrar os seus ancestrais. “É restaurar um grande espaço que ficou ocupado por outras pessoas que não somos nós”, justifica.
Além das homenagens, o seminário terá apresentações artísticas e uma mesa de debate sobre temas como identidade negra no Ceará, mulheres negras, religiões de matriz afro-brasileira, população LGBTQIA+ e educação. Entre os convidados estão o geógrafo Alex Ratts, a pesquisadora Francisca Maria Sena, Pai Neto Tranca Rua, Dary Bezerra e Sandra Haydee Petit.
A Repence surge como uma iniciativa voltada à ampliação das agendas coletivas de pesquisa e ao fortalecimento da participação da população negra na vida acadêmica e política do estado. Durante o lançamento, também será apresentada a proposta de criação do Congresso de Pesquisadores Negres do Ceará (Copence), previsto para ocorrer em 2027.
Programação
9h – Merenda Ativações artísticas: Sy Gomes
9h30 – Homenagens
10h – Lançamento da Repence
10h30 – Mesa de debate com participação de Alex Ratts, Francisca Maria Sena, Pai Neto Tranca Rua, Dary Bezerra e Sandra Haydee Petit.
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