Depois do 1x1

‘Estreia do Brasil mostra que seleção depende muito da individualidade do jogador’, diz jornalista esportivo

Celso Unzelte afirma que Ancellotti não pode ter medo de mexer no time, que ficou 'devendo futebol' contra o Marrocos

No audio source provided.
Brazil's forward #07 Vinicius Junior and Morocco's forward #21 Ayoube Amaimouni fight for the ball during the 2026 World Cup Group C football match between Brazil and Morocco at the New York/New Jersey Stadium in East Rutherford on June 13, 2026. (Photo by Jewel SAMAD / AFP)
Vini Jr. em disputa de bola com Ayoube Amaimouni na partida de estreia da seleção brasileira contra o Marrocos no sábado | Crédito: Jewel SAMAD / AFP

A estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026 contra o Marrocos, no sábado (13), que ficou no empate em 1×1, mostrou que a seleção brasileira ainda depende muito da individualidade de determinados jogadores e não de uma unidade do grupo.

Essa é a avaliação do jornalista Celso Unzelte, comentarista esportivo da ESPN, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato. “Agradecer ao Vinicius Jr. e sua individualidade. O Brasil, ao longo dos tempos, sempre se destacou pela individualidade de seus jogadores, e mais uma vez isso aconteceu. O futebol, ou a falta dele, não surpreendeu. Nós tivemos uma equipe muito desarticulada. Imaginávamos que não seria tão diferente por conta dos percalços dessa preparação, que não foi a ideal”, avalia.

Unzelte, contudo, destaca que a Copa do Mundo tem um caráter de imprevisibilidade, que ele definiu como “aspectos lotéricos”, ao mencionar episódios como a dificuldade que a Espanha, considerada uma das melhores seleções do mundo, encontrou no confronto contra a modesta equipe de Cabo Verde, nesta segunda-feira (15). “Nem todos os favoritos têm confirmado seu favoritismo. E o Brasil nem era considerado favorito em relação a Marrocos, que vive um ótimo momento de seu futebol. A competição tem se mostrado bastante parelha. Vamos ver se Ancelotti cede ao clamor popular, principalmente por Endrick, por sangue novo. Tem uma fila de gente pedindo passagem no banco de reserva e algumas pessoas no time titular que não vêm correspondendo”, avalia.

“O Brasil está devendo futebol. Tenho certeza de que Ancelotti é um técnico experiente; vamos ver se ele vai se render às evidências”, destaca.

Sobre as eventuais “zebras” que poderão acontecer durante a competição, Celso Unzelte destaca que o talento individual não é garantia de êxito. Um dos exemplos foi a disputa Suíça x Qatar, duas seleções que vivem momentos bem distintos no esporte, e terminaram a partida em empate de 1×1. “O futebol é hoje um esporte muito mais parelho, muito mais tático, com menos espaços. O talento não desequilibra mais. Quando a gente está falando de uma Espanha favorita, a gente está falando do Yamal. Quando a gente fala da França favorita, a gente fala do Mbappé. Inspiração não é algo que se compra na farmácia. O futebol é hoje muito mais organização. O básico para fazer uma partida de futebol, um plano de jogo, qualquer equipe tem isso. É muito menos inspiração e muito mais transpiração”, afirma Unzelte.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Luís Indriunas

|

Newsletter