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Esquerda deve se unir para garantir 2º turno em SC e vaga para senador no estado, diz advogado

Rodrigo Sartoti avalia que desafio da eleição estadual catarinense é grande, mas resultado pode surpreender

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O governador de Santa Catarina , Jorginho Mello (PL)
O governador de Santa Catarina , Jorginho Mello (PL) | Crédito: Alesc

As eleições de 2026 impõem em cada estado um desafio diferente. Em Santa Catarina, onde o campo conservador é dominante, Jorginho Mello (PL) se encaminha para a reeleição ao governo do estado, e a esquerda precisa de estratégia para conquistar um segundo turno e garantir palanques ao presidente Lula. Partidos do campo progressista precisarão se unir, segundo análise de Rodrigo Sartoti, doutor em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)

No especial de eleições do É de Manhã, da Rádio Brasil de Fato, Sartoti afirma que os principais nomes da esquerda já percebem o tamanho do desafio e buscam uma articulação em torno do pré-candidato Gelson Merísio (PSB).

“A partir do momento em que a esquerda reconhece que a atual conjuntura do estado, nós temos um cenário em que precisamos de um nome mais ao centro para ter uma disputa efetiva tanto no segundo turno quanto levar no Senado uma das vagas, em cenário mais realista, ou as duas vagas, num cenário mais ideal”, avalia.

Para Sartoti, um fato recente aprofundou o desafio. A desistência da pré-candidatura de Marcelo Brigadeiro (Missão) ao governo de SC, em sua visão, favorece Jorginho Mello. “Mesmo um percentual reduzido de intenções de voto pode acabar fazendo diferença nesse contexto. Esses votos possivelmente vão migrar para uma candidatura mais à direita, como a de Jorginho Mello, em uma tentativa de resolver a disputa já no primeiro turno”, destaca.

As pesquisas sobre a disputa ao Senado em SC trazem dois nomes bolsonaristas como favoritos: Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do PL. Em terceiro lugar vem o ex-deputado federal Décio Lima (PT). Segundo Rodrigo Sartoti, apesar de um cenário bastante favorável à direita, eleições ao Senado geralmente reservam surpresas. “Em 2018, o candidato mais bolsonarista, Lucas Esmeraldino, aparecia como favorito nas pesquisas. Quando abriu a urna, venceram dois políticos mais tradicionais: o Esperidião Amin e Jorginho Mello.”

Ele elogia a escolha de Décio como nome da esquerda para disputar a Câmara Alta do Parlamento. “São duas vagas para o Senado. Nós estamos falando de alguém que pode se eleger com percentual de 20% a 23% dos votos. Eu acho que, quando o campo democrático, a esquerda escolhe o nome do Décio, também se coloca essa tarefa. É uma escolha muito feliz”, elogia.

Em sua visão, a rejeição que a direita catarinense tem a Carlos Bolsonaro também pode ser um fator a contribuir com uma eventual vitória de Décio Lima. “O Carlos Bolsonaro é absolutamente ignorante em relação a Santa Catarina. E a população está vendo isso. Pode ser um grande trunfo [para Décio]”, aponta Rodrigo Sartoti.

Para ouvir e assistir

O É de Manhã vai ao ar de segunda a sexta-feira às 07h da manhã na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Gia Matheus Almeida

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