Imagine ouvir, diante do diagnóstico de uma doença rara e devastadora em um bebê, que existe um tratamento revolucionário capaz de mudar o curso da vida. E que, contra todas as probabilidades, esse tratamento, um dos mais caros do mundo, será oferecido de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde. É disso que estamos falando.
O Zolgensma, uma terapia gênica usada no tratamento da Atrofia Muscular Espinhal tipo 1 (AME), agora faz parte do rol de cuidados oferecidos pelo SUS. Um marco histórico, pela complexidade do tratamento, pela gravidade da doença e pelo impacto que isso pode ter na vida de crianças e suas famílias. O que antes seria inimaginável, agora passa a ser uma possibilidade real para quem mais precisa.
E tem mais: a decisão não é só corajosa, é também estratégica. O Ministério da Saúde firmou um acordo inovador com a farmacêutica: o pagamento do tratamento estará condicionado aos resultados obtidos. Em linhas bem gerais, o pagamento será escalonado de acordo com as respostas clínicas. É a lógica da saúde pública vencendo a lógica do mercado. Essa abordagem inovadora garante que os recursos sejam utilizados de forma eficiente, maximizando os benefícios para os pacientes.

Num país onde o sistema de saúde é diariamente atacado e desmontado em nome da tal “eficiência”, a incorporação de uma terapia de ponta como essa pelo SUS é um lembrete poderoso. O SUS é mais do que um sistema, é um projeto civilizatório. Não é favor, não é milagre – é política pública que transforma. É um compromisso com a vida e com a dignidade de todos os cidadãos.
Este é o SUS pelo qual lutamos. Do tamanho do Brasil e do povo brasileiro. Um SUS forte e acessível é essencial para garantir que todos tenham acesso à saúde, independentemente de sua condição social ou econômica.
Além disso, é importante destacar que a inclusão do Zolgensma no SUS representa um avanço significativo na luta contra doenças raras no Brasil. Essa medida demonstra o compromisso do governo em oferecer tratamentos de ponta para aqueles que mais precisam.