Casteladas, a coluna de aforismos e pensamentos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço. A frase curta – ou o fragmento – de alegria instantânea, a serviço do humor.
A civilização criou regras para conter a barbárie. E exceções para a barbárie continuar a mesma.
Quem escreve pensando em fazer fortuna é um desafortunado.
Até o homem que se diz livre ainda pede benção ao aplauso.
O Rio tem o Cristo de braços abertos e o Ministério Público de braços cruzados.
Se fosse um dos sete anões, Trump seria o Soneca. Cochila tanto que confunde sonho americano com pesadelo mundial.
O jornalismo da Globo é isento de isenção.
O humor é o único fracasso que, quando dá certo, vira aplauso.
Deus trabalhou em escala 6×1. Se optasse pelo modelo 5×2, talvez não tivesse criado o gado.
Se Flávio é um Jair moderado, Mussolini foi um Calígula comedido?
Quantos generais são necessários para instalar uma lâmpada? Depende da lâmpada: se iluminar demais, nenhum vai querer instalar.
Antigamente havia censura à grande imprensa. Hoje há briefing da Faria Lima.
Antigamente o trabalho explorava o homem. Hoje, o homem se explora e ainda chama isso de empreendedorismo.
Na escala 6×1, o domingo não é dia de lazer; é dia de redução de danos.
O ICE prende, o juiz analisa, e os republicanos decidem quem merece escapar da lei.
Com mais uns oito anos assim, sem governador, o Rio será o melhor estado do Brasil para se viver.
**Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil do Fato.

