Carlos Castelo

Carlos Castelo é cronista, escrevinhador e sócio-fundador do grupo de humor Língua de Trapo.

Casteladas, a coluna dos aforismos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço: a frase curta, de alegria instantânea, a serviço do humor refinado. A coluna também publica crônicas — histórias compactas e irônicas que vêm, cutucam e partem.

O Rio tem o Cristo de braços abertos e o Ministério Público de braços cruzados

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O Rio tem o Cristo de braços abertos e o Ministério Público de braços cruzados.
O Rio tem o Cristo de braços abertos e o Ministério Público de braços cruzados | Crédito: @meus_castoons

Até o homem que se diz livre ainda pede benção ao aplauso

Casteladas, a coluna de aforismos e pensamentos, traz o gênero literário conhecido por ser o oposto do calhamaço. A frase curta – ou o fragmento – de alegria instantânea, a serviço do humor.

A civilização criou regras para conter a barbárie. E exceções para a barbárie continuar a mesma.

Quem escreve pensando em fazer fortuna é um desafortunado.

Até o homem que se diz livre ainda pede benção ao aplauso.

O Rio tem o Cristo de braços abertos e o Ministério Público de braços cruzados.

Se fosse um dos sete anões, Trump seria o Soneca. Cochila tanto que confunde sonho americano com pesadelo mundial.

O jornalismo da Globo é isento de isenção.

O humor é o único fracasso que, quando dá certo, vira aplauso.

Deus trabalhou em escala 6×1. Se optasse pelo modelo 5×2, talvez não tivesse criado o gado.

Se Flávio é um Jair moderado, Mussolini foi um Calígula comedido?

Quantos generais são necessários para instalar uma lâmpada? Depende da lâmpada: se iluminar demais, nenhum vai querer instalar.

Antigamente havia censura à grande imprensa. Hoje há briefing da Faria Lima.

Antigamente o trabalho explorava o homem. Hoje, o homem se explora e ainda chama isso de empreendedorismo.

Na escala 6×1, o domingo não é dia de lazer; é dia de redução de danos.

O ICE prende, o juiz analisa, e os republicanos decidem quem merece escapar da lei.

Com mais uns oito anos assim, sem governador, o Rio será o melhor estado do Brasil para se viver.

**Este é um artigo de opinião e não necessariamente representa a linha editorial do Brasil do Fato.

Editado por: Vivian Virissimo

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