Na próxima semana, ocorrerá o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. 2 de abril é a data definida pela Organização Mundial da Saúde como marco para que a sociedade reflita e discuta sobre esse tema. O objetivo é a redução do preconceito e a promoção de direitos e da inclusão social das pessoas autistas.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição relacionada ao neurodesenvolvimento humano. Ou seja, a depender da forma como o nosso cérebro se desenvolve, isso pode acarretar tipos de comportamento e características próprias que definem o TEA.
Quais características são essas? Prejuízo persistente na comunicação e interação social, e a existência de interesses e comportamentos fixos e restritos. A pessoa com TEA tem dificuldades em se relacionar e se comunicar e em fazer e manter amizades. Pode apresentar fixação por certos temas, objetos, rotinas, gestos e comportamentos. Também pode haver alguma alteração sensorial, em que o indivíduo é muito ou pouco sensível a algum estímulo, como ao barulho, por exemplo.
Para que um diagnóstico correto do TEA seja feito, um conjunto de condições deve ser atendido. As características citadas acima devem ser observadas desde a primeira infância, trazer prejuízos clinicamente significativos e não serem definidas por outras condições que as expliquem melhor.
O TEA é classificado em três níveis, de acordo com o grau de suporte que o indivíduo necessita para as atividades de seu cotidiano. Vai do nível 1, suporte pontual, ao 3, mais constante.
Há muita desinformação sobre as causas do autismo. Já teve quem dissesse que ele é causado por vacinas, pela pouca presença materna ou por algum trauma na infância. Não há evidências científicas que sustentem essas hipóteses. As reais causas do autismo são, principalmente, genéticas. Ele é originado por um conjunto de centenas de genes, que interagem entre si na definição dessas características neurológicas. Além disso, há um pequeno peso ambiental na expressão desses genes, o que deve se fazer presente principalmente durante a gestação.
Estima-se que cerca de 2% da população mundial apresente o TEA em algum dos seus níveis. O maior conhecimento e o avanço de estudos fazem com que o número de diagnósticos cresça, o que pode originar uma falsa sensação de que o TEA tenha aumentado.
É fundamental conhecermos essa condição para que possamos lidar melhor, individualmente e socialmente, com as pessoas autistas, de forma a promover sua autonomia, inclusão e qualidade de vida.
Um abraço e até a próxima!

