A agricultura familiar constitui um dos pilares da produção agropecuária brasileira, especialmente em nosso estado que possui forte tradição rural. Caracterizada por propriedades de pequeno porte, gestão predominantemente familiar e diversidade produtiva, ela desempenha papel essencial na oferta de alimentos, na ocupação do espaço rural e na manutenção das dinâmicas comunitárias.
Em Minas Gerais, a relevância desse segmento é notável, seja pelo número de estabelecimentos familiares, seja pela sua presença marcante em cadeias produtivas estratégicas, como a do leite e dos alimentos básicos. Compreender sua estrutura e desafios é fundamental para orientar políticas públicas e promover o desenvolvimento rural sustentável.
Somado a isso, ainda emprega cerca de um milhão de trabalhadores em Minas Gerais, sendo o segundo estado brasileiro com maior número de pessoas ocupadas no setor. Aqui, a agricultura familiar não é “minoritária” em produção, ao contrário, é fundamental na oferta de alimentos e produtos agropecuários.
Movimento da economia
A agricultura familiar responde por cerca de 25% do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de Minas, um montante estimado em R$ 14,9 bilhões. Dados mostram que, em aproximadamente 45,6% dos municípios mineiros, a presença da agricultura familiar é um bom preditor do nível de desenvolvimento rural do município.
A estrutura dessas agroindústrias familiares se diversifica na produção de queijos artesanais (como o tradicional Queijo Minas artesanal), mandioca (farinha, polvilho, beiju), cana-de-açúcar (rapadura, açúcar mascavo, melado), além de ovos, mel, hortaliças, frutas, café, milho, entre outros.
O setor tem papel central: abastece mercados locais e nacionais, gera emprego e renda para centenas de milhares de famílias, fomenta agroindustrialização regional, e contribui fortemente para a segurança alimentar e o desenvolvimento rural. Apesar de desafios estruturais como o pequeno porte das propriedades, necessidade de apoio técnico e de infraestruturas, se mantém como alicerce da produção agropecuária mineira.
Por tudo isso, a agricultura familiar ocupa posição estratégica no desenvolvimento rural de Minas Gerais, tanto pela sua expressiva representatividade no número de estabelecimentos produtivos, quanto pela contribuição para a geração de renda, segurança alimentar e preservação de práticas culturais.
Quando o campo é forte, a economia se amplia e gera oportunidades. Assim, no nosso mandato, construímos ações pelo fortalecimento da agricultura familiar e do cooperativismo, que se inicia por meio da apresentação de projetos de lei em apoio ao segmento até caravanas e palestras de formação. Desde a minha atuação enquanto prefeito e, agora rumo ao terceiro mandato como deputado estadual, sempre incentivei esse segmento que impulsiona e transforma a vida de pequenos produtores.
Marquinho Lemos é deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores (PT MG), vice-líder do bloco Democracia de Luta e vice-presidente da Comissão de Participação Popular
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