Na manhã desta quarta-feira (13), representantes do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios da Paraíba (Sintect-PB) participaram de uma reunião na Superintendência Regional do Trabalho na Paraíba (SRTB/PB), vinculada ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), para discutir denúncias relacionadas às condições de trabalho enfrentadas pelos trabalhadores dos Correios no estado.
O encontro contou com a participação do superintendente regional do Trabalho na Paraíba, Paulo Marcelo Lima, além de Abílio Sérgio e outros representantes da Superintendência Adjunta.
Representando o SINTECT-PB, dirigentes sindicais apresentaram preocupações relacionadas à sobrecarga de trabalho, problemas estruturais nas unidades dos Correios, redução do efetivo e impactos da reorganização operacional promovida pela empresa. Segundo o sindicato, as mudanças implementadas pela estatal vêm provocando aumento da pressão sobre os trabalhadores e agravamento das condições laborais.
Durante a reunião, também foram debatidas denúncias envolvendo saúde e segurança no ambiente de trabalho. O sindicato reforçou a necessidade de maior fiscalização e acompanhamento dos órgãos competentes diante do cenário enfrentado pelos ecetistas na Paraíba e em outras regiões do país.
O Sintect-PB afirmou ainda que continuará atuando politicamente, juridicamente e institucionalmente na defesa da categoria, além de manter o diálogo com órgãos públicos para denunciar possíveis tentativas de retirada de direitos e precarização das relações de trabalho.
As discussões sobre as condições de trabalho nos Correios ganharam repercussão nacional nos últimos meses após casos envolvendo denúncias de pressão excessiva, adoecimento laboral e mudanças operacionais em diferentes estados. No Maranhão, trabalhadores relataram situações de sobrecarga e dificuldades estruturais nas unidades da empresa, o que levou entidades sindicais a cobrarem providências dos órgãos de fiscalização trabalhista e do Ministério Público do Trabalho.
A mobilização das entidades sindicais ocorre em meio às críticas de trabalhadores sobre o enxugamento do quadro funcional da estatal e os impactos diretos na prestação dos serviços e na saúde física e mental dos empregados.

