Professora Angela

Professora de História na rede pública estadual e dirigente do PSOL. É a primeira vereadora do PSOL da história da Câmara Municipal de Curitiba.

Natural de São José dos Pinhais (PR), Angela Machado nasceu em 11 de julho de 1977. Com 6.294 votos nas Eleições 2024. Atua em pautas ligadas à educação, Professora Angela aparece na icônica fotografia de 29 de abril de 2015, em frente à Polícia Militar, nos protestos do Centro Cívico. Há quatro anos, estava na chapa coletiva Somos Juntas e, em 2022, foi candidata ao Governo do Paraná.

Copel privatizada: Um crime contra o povo paranaense

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Governador Carlos Massa Ratinho Junior participa da solenidade de posse do presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero. – Curitiba, 16/01/2019 | Crédito: Foto: Rodrigo Félix Leal

Além disso, a nível internacional, esse modelo está na contramão do que vem sendo feito

A maior empresa do Paraná, a Copel, reconhecida entre as grandes distribuidoras de energia elétrica como uma das melhores da América Latina e Caribe, foi vendida este mês por R$ 4,5 bilhões, fazendo com que o governo do Paraná reduza sua participação de 70% para 15%.

Vários são os problemas com esta privatização, a começar pelo valor, pois em 2022 o lucro líquido da empresa foi de R$ 1,1 bilhão, isto é, quem comprou, em pouco mais de quatro anos vai recuperar o valor pago, baita negócio!

A privatização é o processo em que as empresas constituídas com recursos públicos são cedidas ao setor privado, sob a justificativa de busca de uma gestão mais eficiente e voltada para o mercado. Porém, a realidade mostra que os desfechos decorrentes dos processos de privatização do setor elétrico brasileiro na década de 1990 trouxeram uma degradação dos serviços e das condições de trabalho, bem como um aumento das tarifas além dos níveis de inflação. Além disso, a nível internacional, esse modelo está na contramão do que vem sendo feito. O setor elétrico francês e de gás alemão foram reestatizados em 2022.

Outra questão é que a privatização do setor elétrico fere a soberania e a segurança nacional, já que se alguns grupos internacionais comprarem as empresas transmissoras e geradoras de energia e o país entrar em algum atrito comercial, em represália os novos concessionários podem criar um “apagão” .

Mas o que justifica a venda de uma empresa pública premiada e notadamente uma das melhores no setor elétrico como é a Copel? Parece ser puramente uma vontade do Governador Ratinho Jr. de colocar nas mãos do mercado um serviço que é essencial para população a troco de migalhas. E quem sofre é o paranaense que pode ver o fim da tarifa social para as famílias mais pobres ou a perda da tarifa de irrigação noturna para os pequenos agricultores, além do provável aumento no valor da tarifa, que por sinal também afeta a tarifa de água, já que com base nas tecnologias atuais, o fornecimento de água potável e o tratamento de esgoto requerem energia elétrica para funcionar adequadamente.

Energia elétrica é uma necessidade básica da população e não deveria nunca ser tratada como mercadoria, por isso é lamentável e revoltante a privatização da Copel!

 

REFERÊNCIAS:

 

https://www.dieese.org.br/notatecnica/2017/notaTec173PrivatizacaoSetorEletrico.pdf

 

https://abradee.org.br/copel-e-reconhecida-entre-as-melhores-da-america-latina-e-caribe/

 

https://g1.globo.com/pr/parana/economia/noticia/2023/08/09/reserva-bancos-acoes-da-copel-no-parana.ghtml

 

https://www.canalenergia.com.br/noticias/53241343/lucro-da-copel-diminui-para-r-11-bi-em-2022

 

https://www.cartacapital.com.br/economia/em-meio-a-questionamentos-juridicos-governo-do-parana-avanca-com-privatizacao-da-copel/

 

Editado por: Pedro Carrano
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