Projeto Rondon – Juventude Universitária pelo Brasil

Esta coluna é mantida pelo Projeto Rondon, iniciativa de voluntariado universitário do Brasil que atua nas comunidades socialmente mais vulneráveis do país.

O protagonismo da juventude universitária, por meio da extensão, produz futuros profissionais comprometidos com a questão social e com a luta por uma sociedade mais justa, mais fraterna e diversa.
Desenvolvendo junto com diversas comunidades e grupos sociais provenientes de territórios mais vulneráveis, como as periferias urbanas, comunidades rurais e ribeirinhas, trabalhos de geração de emprego e renda, esporte e lazer, educação em direitos humanos, valorização da cultura local, gestão de resíduos sólidos e preservação ambiental, saúde preventiva, formação para juventude e lideranças comunitárias, assessoramento a escolas, entidades sociais e associações comunitárias.

E nesse momento de reconstrução do Brasil e de luta pela nossa democracia, chegamos ao Brasil de Fato para ampliar nossas reflexões e a nossa força!

Projeto Rondon Parque mobiliza estudantes, professores e comunidades para ação socioambiental

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Projeto Rondon | Crédito: Foto: Arquivo pessoal

Já visitamos 12 parques dos 65 de BH

São seis meses de atividades com a população e os universitários no Projeto Rondon Parque, Sustentabilidade e Saúde. Já colhemos muitos resultados positivos de pessoas dispostas a participar das causas ambientais que defendemos nas ações de mobilização social e no diagnóstico socioambiental que realizamos junto às comunidades usuárias e moradoras do entorno dos parques.

Temos como foco a formação de agentes ambientais e “guardiões dos parques” para sua preservação, o combate a incêndios, o abandono de animais nesses espaços e o cuidado com a fauna e a flora.

Trabalhamos a importância de compreender a conexão entre o meio ambiente e as pessoas e como um desequilíbrio ambiental pode afetar a saúde humana e os prejuízos às políticas públicas. Já visitamos 12 parques dos 65 disponíveis para visitação no município.

Nesse período, realizamos mais de 1.600 questionários com a população sobre a sua relação com o parque, os problemas urbanos, a condição social da família, a guarda de animais domésticos e exóticos, coleta seletiva de lixo e reciclagem de materiais.

Também realizamos 330 atendimentos nas barracas de saúde humana e animal, além da recreação com jovens e crianças e as orientações nas tendas de meio ambiente.

Até o momento, 340 universitários dos cursos de medicinam enfermagem, comunicação, pedagogia, ciencias socioambientais, psicologia, fisioterapia, medicina veterinária, farmácia, engenharias, economia, computação, serviço social, passaram pela experiência no projeto e receberam formação em educação ambiental e metodologia de diagnóstico e de trabalho comunitário, além de informações sobre zoonose e saúde única.

Uma das universitárias que vivenciaram essa experiência é a estudante de comunicação e jornalismo Ana Paula Valentim Pio, que nos enviou um relato sobre o seu dia de trabalho e que publicamos em comemoração aos seis meses do Projeto Parque:

“No último sábado do mês de maio, 31, os estudantes universitários e os coordenadores do “Projeto Rondon Minas Parque e Sustentabilidade” reuniram-se mais uma vez para atuar no projeto que visa, principalmente, a preservação ambiental, saúde preventiva e a educação em direitos humanos.  Por volta das 8h da manhã, mais de 50 rondonistas se encontraram na portaria principal do Parque Municipal Américo Renné Giannetti no centro de Belo Horizonte para, após serem divididos em dois grupos, se direcionarem para dois parques, os quais eram: Parque Ecológico Marcos Mazzoni, no bairro Cidade Nova, e Parque Carlos de Faria Tavares (Vila Pinho), no bairro Vila Pinho Vale do Jatobá.

Ao chegarem aos dois parques, por volta das 9h30 da manhã, os estudantes tomaram café e, logo em seguida, foram separados de acordo com as áreas de seus cursos para realizarem as atividades de diagnóstico e mobilização social de visitantes para conscientizá-los acerca da preservação ao meio ambiente, da biodiversidade e do combate ao abandono de animais.

Os graduandos na área da saúde ficaram responsáveis pelo atendimento interno, assim puderam aferir a pressão das pessoas e examinar os animais dos frequentadores do espaço ecológico; aqueles da área de humanas se dedicaram à recreação com as crianças e fizeram um varal com um desenho feito por elas, além de sentarem juntos em uma roda com livros, pincéis, tintas e folhas de papel na grama.

E, por fim, os estudantes de cursos relacionados ao meio ambiente distribuíram panfletos e informativos para a população do parque sobre diversos assuntos, como: guarda responsável, malefícios das queimadas, a profissão dos catadores de materiais recicláveis e a divulgação do site “Adota BH”.

Realização de diagnóstico

Os rondonistas almoçaram por volta de 12h40 e, cerca de 1h30 depois, se revezaram nas funções das tendas temáticas e na aplicação dos questionários de diagnóstico com os visitantes e os moradores dos arredores. O diagnóstico consiste em um questionário criado na plataforma KoboToolBox, na qual os universitários deveriam estar cadastrados para ter acesso.

Aos poucos, com gentileza e altruísmo, eles se aproximavam dos frequentadores, explicavam sobre o que se tratava o questionário e perguntavam se eles tinham interesse em respondê-lo.

As perguntas eram sobre a quantidade de pessoas que moravam com o frequentador, idade, qual a sensação que lhe era causada durante os passeios ao parque, se tinha animais, de que forma descartava o seu lixo domiciliar, se recicla materiais, se sabia de algum incêndio no parque, quais as opiniões sobre os animais domésticos de livre acesso às ruas, etc.

Por volta das 16h30, todos foram levados de volta ao Parque Municipal, no centro de BH, após a realização de mais uma atividade comunitária enriquecedora.

Aprendizagem com a ação

Cada parque tem sua história, seus funcionários, suas áreas verdes, parquinhos, espaços fechados para lanche, lagos e até mesmo parede sensorial.

Além do mais, cada frequentador tem diferentes personalidades, linguagem, criação, estilo de vida, idade e diversos interesses: correr, passear com os animais, espairecer, ler, escrever, jogar bola ou se divertir com as crianças.

É muito valiosa a troca que os rondonistas têm com eles, dentro e fora do parque, para o desenvolvimento da sensibilidade, da paciência, da empatia, da comunicação e, com certeza, da ampliação do olhar crítico e da saída das “bolhas” quando conhecem e se deparam com outras realidades.

O Projeto Rondon Minas é realizado aos sábados duas vezes ao mês, o projeto está aberto a interessados em participar.

Próximas etapas

É fundamental que haja estudantes dispostos a se mobilizarem para tornar o Projeto cada vez mais vivo e com potencial de alcançar muitas pessoas. Vale lembrar que aqueles que participarem mais de uma vez têm o direito de receber um certificado que valerá para horas de Atividades Complementares de Graduação (ACG) ou Atividade de Extensão Universitária (AEU) em suas universidades.

O Projeto Rondon Minas é bastante válido para a transformação pessoal de cada um que vivencia a experiência de estar nele”.

Nota 100 para todos os voluntários universitários que se engajaram no Projeto Rondon Minas! E vida longa as ações do Projeto Parque, Sustentabilidade e Saúde!

Ana Paula Valentim Pio, graduanda em Jornalismo na PUC Minas e Monica Abranches presidente do Projeto Rondon Minas.

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Este é um artigo de opinião, a visão das autoras não necessariamente expressa a linha editorial do jornal.

Editado por: Elis Almeida

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