Fui eternizado. E me senti mais vivo que nunca, ainda mais ao lado de Olívio Dutra, Clóvis Ilgenfritz, Raul Pont, Ronaldo Zulke, Pepe Vargas, Júlio Quadros, Davi Stival, Ary Vanazzi, Paulo Pimenta e outros ex-presidentes do Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Rio Grande do Sul (PT-RS). No dia dos 45 anos do PT, em 10 de fevereiro, a direção do PT-RS, presidenta Juçara Dutra Vieira e executiva inauguraram fotos dos ex-presidentes do PT-RS na sede estadual perto da Praça da Matriz e ao lado dos 3 Poderes gaúchos.
Como não sentir-se vivo, vivíssimo!!!???
Todas e todos concordam que os tempos andam tri difíceis, mais do que complicados. Não estão fáceis a vida e a sobrevivência em 2025. Senão vejamos.
Matérias recentes no Brasil de Fato RS falam dos tempos atuais: “Bom Fim enfrenta guerra sem fim contra assaltos, drogas e roubos – Comerciantes se unem para se defender, mas Associação de Moradores pede prudência para evitar crescimento da violência” (Eugênio Bortolon, Brasil de Fato RS, 06.02.25) e “Bairro Bom Fim, em Porto Alegre, está longe de viver tempos de calmaria e segurança – Comerciante conta 5 assaltos em seu estabelecimento e pede mais presença das autoridades” (Eugênio Bortolon, Brasil de Fato RS, 12.02.25): São os perigos e a falta de segurança de quem mora nos bairros Bom Fim, Independência, Farroupilha, nos arredores do Parque da Redenção em Porto Alegre, região cheia de bares, todas e todos andando a pé, manhã, tarde, noite, madrugada em qualquer rua, vivendo a boa vida.
Tudo isso era feito no cotidiano com absoluta tranquilidade por quem, por exemplo, começava a noite no Bar Pedrini, na rua Venâncio Aires, seguia para o Bar do Beto na mesma rua, depois chegava na Lancheria do Parque na Osvaldo Aranha, daí para o Bar do João, e muitas vezes, de madrugada, no Marius na Esquina Maldita, e ainda frequentava o famoso Cachorro do Rosário. Tudo na boa, a pé, festejando a vida, a militância, o bom viver e tudo mais.
Quem se arrisca a fazer este percurso hoje, fevereiro de 2025 com tranquilidade? A mesma coisa e preocupações envolvem ´rodar´ pelo Centro da capital gaúcha a qualquer hora do dia e da noite nos tempos atuais. Nem se está falando de andar pelas periferias, como a Lomba do Pinheiro, o Partenon, Grande Cruzeiro, Restinga, Bom Jesus, Humaitá, Mário Quintana, ou qualquer outro lugar da cidade que criou o Orçamento Participativo (OP), e sediou o primeiro Fórum Social Mundial (FSM).
E não dá para esquecer as mudanças climáticas e suas graves consequências, em quase todo Rio Grande do Sul. Mais. “Ondas de calor extremo ameaçam limites da sobrevivência humana”, escreve o especialista e cientista Carlos Nobre, conhecido e reconhecido no mundo inteiro (Carlos Nobre, UOL, 11.02.25) Não por outro motivo a 47ª Romaria da Terra vai acontecer em Arroio do Meio, Vale do Taquari, RS, uma das regiões mais atingidas pelas tempestades, enchentes e tudo mais recentemente, em 4de março, terça de carnaval. Lutar, todas e todos, com urgência urgentíssima, pelo cuidado com a Casa Comum.
E ainda há os problemas da paz no mundo, que está cada mais ameaçado por uma guerra mundial, que, se acontecer, será nuclear, com consequências absolutamente imprevisíveis. Sem esquecer o presidente Donald Trump, que acabou de assumir, com suas propostas e loucuras que não se sabe como vão se desdobrar, quais serão todas as suas consequências. O mundo está louco, e em perigo, para dizer o mínimo.
A democracia corre sérios riscos. Pelo menos no Brasil, mesmo com atrasos e mil dificuldades, as políticas públicas com participação social e popular, mais devagar que todo mundo gostaria, estão saindo do papel aos poucos. Ao mesmo tempo, a sociedade se mobiliza, retoma os Conselhos de participação social, faz acontecer conferências, como as da Saúde, do Meio Ambiente, dos Direitos humanos, das Cidades, de Desenvolvimento Rural, e muitas outras, construindo, a partir da base popular, uma sociedade com direitos, justiça e esperança.
Não há como esperar o amanhã. É preciso fazer acontecer o amanhã hoje, com muita Formação na Ação, formar e agir, agir e formar ao mesmo tempo, freireanamente.
Estamos apenas no início deste 2025 que, sem dúvida e por todas as razões, é ano-chave, decisivo, para o futuro do Brasil e até mesmo da humanidade.
Não há como não dizer, proclamar e anunciar aos quatro ventos e ao mundo: Tô vivo, tamo vivo!
* Este é um artigo de opinião e não necessariamente expressa a linha editorial do Brasil de Fato.