O Brasil vive dias em que o povo prova, mais uma vez, que mobilização é sinônimo de conquista. Foi assim nas últimas semanas, quando a pressão popular derrotou a tentativa de anistiar golpistas de 8 de janeiro e também barrou a chamada PEC da blindagem, que buscava criar privilégios para políticos.
Agora, essa vitória precisa ser o ponto de partida para irmos além. Graças ao governo do presidente Lula, a Câmara dos Deputados aprovou em 1º de outubro uma reivindicação histórica: a reforma do Imposto de Renda, para que quem ganha menos pague menos e quem ganha mais finalmente contribua de forma justa. A proposta segue para o Senado, e só será confirmada se o povo continuar mobilizado, nas ruas e nas redes.
E não podemos parar aí. A próxima conquista tem de ser o fim da escala 6×1, que obriga milhões de trabalhadores a viverem sem descanso, submetidos a um modelo que adoece e rouba dignidade.
Não podemos esquecer que foi a força popular que pautou as últimas votações no Congresso e impediu retrocessos. É essa mesma energia que pode garantir avanços concretos para os trabalhadores e trabalhadoras de Foz, do Paraná e do Brasil. Quanto mais ocupamos os espaços de luta, mais mostramos que não aceitaremos menos do que um país melhor para todos.
Amanhã, quinta-feira, dia 9 de outubro, estaremos juntos à mobilização nacional em defesa da redução da jornada de trabalho, da taxação dos super ricos e da isenção do imposto de renda de até R$ 5 mil. Nossa geração tem a chance de escrever uma página decisiva da história recente: transformar indignação em conquistas reais, como nossos pais e avós fizeram contra a ditadura.
O povo nas ruas faz a política andar. Amanhã vamos provar que essa marcha não tem volta. Bora!
*Este é um artigo de opinião. A visão da autora não necessariamente expressa a linha editorial do jornal Brasil de Fato.


