Conversa Bem Viver

‘Sem conformismo, se estivesse vivo, Carlos Marighella estaria lutando’, diz biógrafo

Guerrilheiro considerado inimigo número um da ditadura militar faria 114 anos nesta sexta (5)

Marighella foi assassinado, em uma emboscada organizada pelos militares, em 4 de novembro de 1969
Marighella foi assassinado, em uma emboscada organizada pelos militares, em 4 de novembro de 1969 | Crédito: Reprodução

Há 114 anos, em 5 de novembro, nascia Carlos Marighella. Guerrilheiro que enfrentou o autoritarismo e chegou a ser considerado o inimigo número um da ditadura militar no Brasil, as ideias e práticas do comunista baiano, que também era poeta e escritor, seguem inspirando gerações de lideranças populares.  

Foi também deputado federal constituinte pelo Partido Comunista do Brasil (PCB), mas teve o seu mandato cassado pelo regime. Depois, ao romper com o Partidão, ajudou a fundar a Ação Libertadora Nacional (ALN), organização de luta armada de esquerda que enfrentou a ditadura instaurada em 1964.

Marighella foi assassinado, em uma emboscada organizada pelos militares, em 4 de novembro de 1969. Detalhes da atuação política e da vida do comunista estão presentes na biografia Marighella: O guerrilheiro que incendiou o mundo, lançada em 2012 por Mário Magalhães. 

Ao Conversa Bem Viver, o jornalista e escritor destaca que não é possível fazer conjecturas sobre o que Marighella acharia do atual momento político do Brasil, mas, segundo ele, com certeza, o baiano não teria se deixado cair no conformismo. 

“É evidente que o Marighella hoje estaria lutando. As lutas às quais ele se dedicou, as ações que ele empreendeu, significam muito ainda hoje. Inspiram muita gente, assim como a memória do Marighella é rejeitada por muita gente também. Não nos esqueçamos que a ditadura pretendeu sufocar a memória do Marighella e condená-la ao esquecimento. É evidente que essa foi uma empreitada malograda”, destaca Magalhães. 

O guerrilheiro foi casado com Clara Charf, que, além de companheira de matrimônio e luta de Marighella, construiu uma trajetória própria e sólida de atuação política, tendo se consagrado, entre outras coisas, como um dos nomes pioneiros do feminismo brasileiro. Ela morreu no dia 3 de novembro deste ano, aos 100 anos de vida. Para Magalhães, um futuro promissor para o Brasil também passa pelo resgate da memória e contribuições da militante. 

“É evidente que, desde meados dos anos 40, ela conviveu, foi companheira de luta e de lençóis afetivos do Marighella. Eles eram muito ligados um ao outro, mas ela teve militância própria. No futuro que eu espero para o Brasil, vai ter escola, biblioteca, centro cultural, ponte, rua, com o nome da dona Clara Charf, pelo o que ela inspira, e pela vida generosa que ela teve”, enfatiza.

Magalhães está há 10 anos trabalhando na biografia do Carlos Lacerda, outro personagem que também protagonizou embates durante o período do regime. Segundo o autor, o livro será publicado em dois volumes pela Companhia das Letras e o primeiro deve chegar às livrarias em março do ano que vem. 

Confira a entrevista completa

Brasil de Fato: Neste ano, foi lançado o filme Malês, de Antônio Pitanga, que conta sobre a Revolta dos Malês, que aconteceu na Bahia, no século 19. Pesquisas indicam que Marighella é descendente dos malês. O que temos de concreto que permite fazer essa associação?

Mário Magalhães: Primeiro, o Antônio Pitanga fez um filme belíssimo, Malês, da fotografia às interpretações, sobre uma grande história do Brasil, a Revolta dos Malês, ocorrida em Salvador, no Recôncavo baiano, em janeiro de 1835. É incrível que até hoje não tenham sido feitas dezenas, centenas de filmes, séries, novelas, contando e evocando a Revolta dos Malês. Esse é mais um dos méritos do Pitanga, ter sido pioneiro e ter dedicado tanto tempo da vida a viabilizar um filme muito legal.

A Revolta dos Malês é a maior revolta negra urbana da história das Américas. Foi um levante muito expressivo e que envolveu muitos negros escravizados e também alguns já não escravizados. Quem eram os malês? Os malês, assim chamados, eram africanos escravizados de religião islâmica. Eles eram muçulmanos. Um dos troncos que formavam o povo malê eram os Haussás. E o Marighella sempre ouviu de dona Maria Rita, a mãe dele, que a ascendência deles era Haussá.

Eles foram oito irmãos, quatro meninas e quatro meninos, filhos de dona Maria Rita com Seu Augusto Marighella, um mecânico operário italiano, todos com o tipo típico de Haussás. Eles eram, na juventude, muito magros e muito altos para o padrão da época. 

Dona Maria Rita era uma mulher negra, nascida em maio de 1888, o mês da abolição. Ela era filha de negros escravizados e neta de africanos escravizados. Essa é a origem do Marighella, da qual ele sempre se orgulhou muito e reivindicou, tanto em textos políticos como em discursos militantes, e também na literatura, na poesia. 

O Marighella era um poeta e sempre evocou essa condição de descendente de Haussás, portanto, malês. Essa é a história da Revolta dos Malês e chega ao Marighella. Sim, o Marighella, muito provavelmente, é um descendente de Haussás. E isso só torna ainda mais fascinante a condição dele e a trajetória de vida que ele teve.

Clara Charf, a esposa de Marighella, que faleceu recentemente aos 100 anos, esteve ao lado dele durante os principais momentos de luta. Você chegou a ter contato com ela?

Uma das sortes que eu tive ao escrever e trabalhar durante nove anos na biografia do Marighella, foi tratar da ancestralidade dele. Uma outra grande sorte da vida foi ter conhecido a Clara Charf, uma mulher militante comunista que dedicou a vida aos valores e às lutas nas quais ela acreditava. Quando eu comecei, em 2003, a trabalhar na biografia, obviamente fui procurar dona Clara.

Ela era uma pessoa curtida pela vida, ou seja, ao mesmo tempo que ela era uma mulher muito carinhosa, muito sensível, era também uma mulher dura, porque a vida da dona Clara não foi uma vida simples. Ela abriu mão de uma série de condições que ela poderia ter tido na vida para ter uma existência com muitas privações, com muito perigo, com barras muito pesadas. 

Então, quando eu a procurei, era natural que ela tivesse não um, mas dois pés atrás, porque ela já tinha visto de tudo, com as histórias, com tantas opiniões sobre o companheiro dela, opiniões com as quais ela não concordava. Ela conhecia muita fraude promovida pelo próprio jornalismo a respeito da história do Marighella.

Ela foi absolutamente generosa comigo, quando ela entendeu que eu era um jornalista honesto. A gente podia não concordar em tudo, mas eu era um jornalista honesto, empenhado. Durante uma década, eu me dediquei a descobrir e a contar as histórias do marido dela, do companheiro dela, e nós fomos nos aproximando muito.

Eu sempre conto um exemplo da dona Clara no início da nossa relação, relação de fonte e repórter inicialmente, depois nós nos tornamos amigos. Ela morava em um pequeno apartamento em São Paulo, sempre teve uma vida muito simples, muito austera, uma vida de militante comunista.

Eu perguntei: “Dona Clara, quando foi o primeiro beijo?”. Ela esticou o dedo indicador, botou na minha cara e disse: “Ô, menino, você não veio aqui na minha casa para fazer esse tipo de pergunta”. Eu mantive a frieza, a cara de jogador de pôquer e respondi: “Dona Clara, eu só vim para fazer esse tipo de pergunta. O resto descubro com outras pessoas”. 

Óbvio que era mentira. Dona Clara é a fonte mais importante do livro. Se o livro tem algum mérito, em boa parte, ele se deve às informações e às memórias que ela compartilhou comigo.

Foram quase 10 anos de entrevista e eu perguntando, até que eu desisti, ela não ia falar, não queria falar. Eu entendi que havia um problema de data do primeiro beijo dela, que o Marighella não estava, digamos, desimpedido. Como disse o Jorge Amado, Marighella veio ao mundo também para amar e ser amado. 

E assim foi, desisti. Já quase no fim da escrita da biografia, eu passei na sede de uma entidade feminista coordenada pela dona Clara, no Largo do Arouche, em São Paulo, e fui com ela almoçar.

Ela tinha um ótimo papo, sempre com muitas histórias para contar, um otimismo sobre a vida que era impressionante. Me lembro desse almoço, ela estava viajando pelo Brasil em uma campanha contra violência doméstica e fazia muitas palestras para homens e contava muito contente o resultado das palestras. 

Voltamos caminhando pela calçada de braços dados para eu deixar dona Clara no escritório da entidade. Ela falou: “Foi assim”. “Foi assim o quê, dona Clara?”. “Você não vivia me perguntando quando tinha sido o primeiro beijo com Marighella?”. Ela não o chamava de Carlos, mas Marighella. “Sim, dona Clara, quando foi?”. “Foi lá na rua Santa Luzia, no Rio, perto da assessoria econômica que o PCB mantinha em 1946”. A minha vontade foi de socar o ar, como Pelé, e comemorar o gol, mas eu tive ali também a fleuma.

Isso vale no livro uma frase. Às vezes, as leitoras e os leitores não têm ideia do trabalho de um biógrafo ou da biógrafa, que foram anos insistindo com a dona Clara, em um pormenor, mas que dava uma cor. A história de um homem como Marighella não é só a história das lutas políticas dele, é a história dos amores, dos desamores, da vida dele na cultura, outras paixões, pelo futebol, literatura. Tinha muita coisa para contar. Eu sempre guardo essa história com a dona Clara, esse episódio, com muito carinho.

Nesta semana, foram divulgados os números de feminicídio em São Paulo, que seguem aumentando. Clara Charf foi uma das feministas pioneiras do Brasil, mas não chegou a ser eleita. Você acha que o país se despediu dela com uma certa dívida?

Dona Clara foi candidata pelo PT de São Paulo em 1982. Eu nunca ouvi, nem percebi, nenhum ressentimento por não ter sido eleita. Ela dedicou a vida a cultivar, a resgatar a memória do companheiro. Só isso já dá a ideia do relevo da militância dela. Mas acho importante enfatizar que, embora a vida da Dona Clara, a vida política, sobretudo, esteja vinculada ao Marighella, e vice-versa, ela teve existência política autônoma.

Ela foi uma militante de várias frentes dos movimentos populares, através das décadas. Nos anos 50, dona Clara já militava no movimento de mulheres, no movimento de donas de casa, era uma das coordenadoras do trabalho do PCB entre as mulheres. Quando volta do exílio, em 1979, ela retoma a militância feminista e vai ser um dos grandes nomes. 

Consolida e reitera a condição dela como uma das grandes militantes feministas do Brasil, com aquela importância que ela dava de sempre vincular as lutas feministas a outras lutas também relativas à desigualdade social e outras mazelas nacionais.

Então, a dona Clara teve uma militância própria, teve uma trajetória autônoma. Mas é evidente que, desde meados dos anos 40, ela conviveu, foi companheira de luta e de lençóis afetivos do Marighella. Eles são muito ligados um ao outro, mas ela teve militância própria. 

Quando eu digo isso, não é sozinha, mas é que ela não era uma sombra do Marighella. Quando a Dona Clara é presa e xingada pelo Luís Apolônio, o mais célebre membro da polícia política de São Paulo, de “sua comunistinha de merda”, ela não está com Marighella, ela está só.

Luís Apolônio era tio do futuro ministro da ditadura, Delfim Neto. Essa é uma informação que os perfis do Delfim costumam omitir, a condição dele de sobrinho de um homem como Luís Apolônio. Então, ao evocar a memória da dona Clara, dessa vida centenária, eu acho importante destacar isso, a militância que ela teve sem ser sombra. Dona Clara foi uma luz. 

No futuro que eu espero para o Brasil, vai ter escola, biblioteca, centro cultural, ponte, rua, com o nome da dona Clara, pelo o que ela inspira, e pela vida generosa que ela teve.

Eu escrevo na biografia que ela cresceu em Alagoas. Dona Clara nasceu no Leste Europeu e veio muito jovenzinha para o Brasil com a família, família judia, fugindo de territórios celebrizados pelos pogroms, os massacres contra as populações judaicas. 

É curioso, dona Clara cresce em Alagoas, vai para o Recife, depois vem para o Rio e vai viver a maior parte da vida em São Paulo, mas ela manteve o sotaque dela de Maceió, do Recife, até o fim da vida. Isso mostra um traço da personalidade forte dela. Era como se ela dissesse: “Eu moro aqui, mas…”.

Recentemente, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e militares de alto escalão foram condenados e presos por tentativa de golpe de Estado. Como Carlos Marighella avaliaria o atual cenário?

Eu resisto muito a fazer qualquer conjectura sobre o que o Marighella estaria fazendo em relação a isso ou aquilo. Quando a biografia Marighella foi lançada, em 2012, eu fiz um levantamento de ex-militantes da Ação Libertadora Nacional, maior organização armada que combateu a ditadura, dirigida pelo Marighella e pelo jornalista Joaquim Câmara Ferreira.

Os ex-militantes da ALN se distribuíram por oito partidos políticos. É verdade que quase todos estavam em partidos de esquerda, mas eu entrevistei um ex-guerrilheiro que participou, por exemplo, de um assalto ao trem, que estava militando no PTB do Roberto Jefferson. Então, eu evito esse tipo de especulação.

Agora, Marighella tem uma frase que ele falou já na época da ditadura pós-64. Ele escreveu a seguinte frase: “o conformismo é a morte”. Isso mostra a atitude dele diante da vida, em relação ao que ele considerava injustiça. Marighella era um homem de ação, não ficava parado, porque ele achava que o conformismo é a morte. E pode não ser a morte física, mas era morte existencial.

Então, o Marighella tem uma trajetória inteira na esquerda, com aquelas oscilações mais para esquerda, mais para cá, mais para lá. Mas é evidente que o Marighella hoje estaria lutando. As lutas às quais ele se dedicou, as ações que ele empreendeu, significam muito ainda hoje. Inspiram muita gente, assim como a memória do Marighella é rejeitada por muita gente também. Não nos esqueçamos que a ditadura pretendeu sufocar a memória do Marighella e condená-la ao esquecimento. É evidente que essa foi uma empreitada malograda.

Conversa Bem Viver

Em diferentes horários, de segunda a sexta-feira, o programa é transmitido na Rádio Super de Sorocaba (SP); Rádio Palermo (SP); Rádio Cantareira (SP); Rádio Interativa, de Senador Alexandre Costa (MA); Rádio Comunitária Malhada do Jatobá, de São João do Piauí (PI); Rádio Terra Livre (MST), de Abelardo Luz (SC); Rádio Timbira, de São Luís (MA); Rádio Terra Livre de Hulha Negra (RN), Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), Rádio Onda FM, de Novo Cruzeiro (MG), Rádio Pife, de Brasília (DF), Rádio Cidade, de João Pessoa (PB), Rádio Palermo (SP), Rádio Torres Cidade (RS); Rádio Cantareira (SP); Rádio Keraz; Web Rádio Studio F; Rádio Seguros MA; Rádio Iguaçu FM; Rádio Unidade Digital ; Rádio Cidade Classic HIts; Playlisten; Rádio Cidade; Web Rádio Apocalipse; Rádio; Alternativa Sul FM; Alberto dos Anjos; Rádio Voz da Cidade; Rádio Nativa FM; Rádio News 77; Web Rádio Líder Baixio; Rádio Super Nova; Rádio Ribeirinha Libertadora; Uruguaiana FM; Serra Azul FM; Folha 390; Rádio Chapada FM; Rbn; Web Rádio Mombassom; Fogão 24 Horas; Web Rádio Brisa; Rádio Palermo; Rádio Web Estação Mirim; Rádio Líder; Nova Geração; Ana Terra FM; Rádio Metropolitana de Piracicaba; Rádio Alternativa FM; Rádio Web Torres Cidade; Objetiva Cast; DMnews Web Rádio; Criativa Web Rádio; Rádio Notícias; Topmix Digital MS; Rádio Oriental Sul; Mogiana Web; Rádio Atalaia FM Rio; Rádio Vila Mix; Web Rádio Palmeira; Web Rádio Travessia; Rádio Millennium; Rádio EsportesNet; Rádio Altura FM; Web Rádio Cidade; Rádio Viva a Vida; Rádio Regional Vale FM; Rádio Gerasom; Coruja Web; Vale do Tempo; Servo do Rei; Rádio Best Sound; Rádio Lagoa Azul; Rádio Show Livre; Web Rádio Sintonizando os Corações; Rádio Campos Belos; Rádio Mundial; Clic Rádio Porto Alegre; Web Rádio Rosana; Rádio Cidade Light; União FM; Rádio Araras FM; Rádios Educadora e Transamérica; Rádio Jerônimo; Web Rádio Imaculado Coração; Rede Líder Web; Rádio Club; Rede dos Trabalhadores; Angelu’Song; Web Rádio Nacional; Rádio SINTSEPANSA; Luz News; Montanha Rádio; Rede Vida Brasil; Rádio Broto FM; Rádio Campestre; Rádio Profética Gospel; Chip i7 FM; Rádio Breganejo; Rádio Web Live; Ldnews; Rádio Clube Campos Novos; Rádio Terra Viva; Rádio interativa; Cristofm.net; Rádio Master Net; Rádio Barreto Web; Radio RockChat; Rádio Happiness; Mex FM; Voadeira Rádio Web; Lully FM; Web Rádionin; Rádio Interação; Web Rádio Engeforest; Web Rádio Pentecoste; Web Rádio Liverock; Web Rádio Fatos; Rádio Augusto Barbosa Online; Super FM; Rádio Interação Arcoverde; Rádio; Independência Recife; Rádio Cidadania FM; Web Rádio 102; Web Rádio Fonte da Vida; Rádio Web Studio P; São José Web Rádio – Prados (MG); Webrádio Cultura de Santa Maria; Web Rádio Universo Livre; Rádio Villa; Rádio Farol FM; Viva FM; Rádio Interativa de Jequitinhonha; Estilo – WebRádio; Rede Nova Sat FM; Rádio Comunitária Impacto 87,9FM; Web Rádio DNA Brasil; Nova onda FM; Cabn; Leal FM; Rádio Itapetininga; Rádio Vidas; Primeflashits; Rádio Deus Vivo; Rádio Cuieiras FM; Rádio Comunitária Tupancy; Sete News; Moreno Rádio Web; Rádio Web Esperança; Vila Boa FM; Novataweb; Rural FM Web; Bela Vista Web; Rádio Senzala; Rádio Pagu; Rádio Santidade; M’ysa; Criativa FM de Capitólio; Rádio Nordeste da Bahia; Rádio Central; Rádio VHV; Cultura1 Web Rádio; Rádio da Rua; Web Music; Piedade FM; Rádio 94 FM Itararé; Rádio Luna Rio; Mar Azul FM; Rádio Web Piauí; Savic; Web Rádio Link; EG Link; Web Rádio Brasil Sertaneja; Web Rádio Sindviarios/CUT.

O programa de rádio Bem Viver vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 7h, na Rádio Brasil de Fato. A sintonia é 98,9 FM na Grande São Paulo. A versão em vídeo é semanal e vai ao ar aos sábados a partir das 13h30 no YouTube do Brasil de Fato e TVs retransmissoras.

Assim como os demais conteúdos, o Brasil de Fato disponibiliza o programa Bem Viver de forma gratuita para rádios comunitárias, rádios-poste e outras emissoras que manifestarem interesse em veicular o conteúdo. Para ser incluído na nossa lista de distribuição, entre em contato por meio do formulário.

Editado por: Maria Teresa Cruz

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