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‘Salve Geral: Irmandade’ traz duas mulheres negras protagonistas em filme de ação brasileiro

Naruna Costa, atriz protagonista do longa, vê como uma conquista um filme do gênero ação com duas mulheres em destaque

Naruna Costa, atriz protagonista do longa, vê como uma conquista um filme do gênero ação com duas mulheres em destaque
Naruna Costa como Cristina em ‘Salve Geral: Irmandade’ | Crédito: Divulgação/Netflix

O filme Salve Geral: Irmandade, que estreia no dia 11 de fevereiro na plataforma digital Netflix, traz como protagonistas duas mulheres negras, uma exceção quando falamos em filme do gênero ação.

A produção, dirigida por Pedro Morelli, e com roteiro dele e de Julia Furrer, é uma derivação da série, que já conta com duas temporadas, Irmandade. É também o primeiro spin-off de uma série brasileira da Netflix. Caracterizada por uma qualidade estética, mas também narrativa, a trama é marcada por temas sociais como segurança pública.

Neste Conversa Bem Viver, Lucas Salum entrevista Naruna Costa, atriz que interpreta Cristina, uma das protagonistas dessa história. Naruna fala sobre a produção do longa-metragem, da relação com os atores, como Seu Jorge e Camilla Damião, e também sobre a sua carreira no audiovisual e no teatro.

Confira a entrevista completa

Brasil de Fato: O filme é esteticamente muito bonito, bem feito e instigante. Além disso, ele tem muita profundidade na narrativa, o encontro entre Cristina (Naruna Costa) e Elisa (Camila Damião) tem muito a contar, mexe muito com vários sentimentos. Naruna, te parece que, a produção audiovisual no Brasil está conquistando novos territórios, novas tecnologias, tanto de efeito visual, mas também sobre as tecnologias narrativas?

Naruna Costa: Acho que o filme traz a possibilidade de novos olhares, de novas tentativas para o cinema nacional, neste momento que é tão bonito para o cinema no Brasil, onde o mundo inteiro está com os olhos voltados para as nossas produções. A gente poder ter um filme com tantos avanços tecnológicos, tanto em relação à produção em si, quanto com relação às narrativas, apresenta outros caminhos. Um filme protagonizado por duas mulheres negras,  que tem essa característica de gênero com muita ação, muito forte, com essas duas heroínas [Cristina e Elisa]  tomando a frente da história, foi um prazer imenso poder fazer as gravações, acompanhar de perto um processo que eu nunca tinha vivido em termos de de produção. Eu tô bem feliz e acho que o público vai gostar muito. 

Não tenho dúvida que mesmo quem não é muito chegado em filme de ação, com cenas de violência, que é importante dizer que tem bastante cena, assim como a série também trouxe, tenho certeza que também vai ficar hipnotizado porque é uma produção de alto calão e com esse conteúdo muito valoroso que a gente precisa ver cada vez mais no nosso cinema.

Queria falar um pouquinho sobre um tema central que é a segurança pública, que está em pauta neste momento no nosso país de diferentes formas. Te parece que a série também consegue colocar esse debate em vigor, e nos ajudar a entender melhor o que que a gente precisa ter de claro nesse momento ou não necessariamente é um objetivo do filme?

Eu acho que sim. Eu acho que a série tem uma contribuição muito importante no sentido do debate, de acrescentar visões, pontos de vista, com relação a esses grupos todos. Acho que a gente vive uma sociedade hoje muito de pensamento binário, quem acha que um jeito de se pensar a sociedade é ao contrário de outro jeito específico. O que o filme traz é a tridimensionalidade da questão, do viver bem no Brasil de hoje com a presença da violência. É um filme que debate sobre a violência e os limites de uma vida coerente quando a violência se aproxima. Pensando num país que é fundado com a violência, que surge a partir dessa premissa, de uma invasão colonial, eu acho que essa é uma questão sempre pertinente para a gente debater enquanto sociedade que a gente quer construir. E o filme não é uma história real, mas ele é baseado na realidade brasileira em situações que a gente já viu, que a gente vê, que a gente lida com elas cotidianamente nas periferias nas instituições. Então, ele está colocando na cena, a realidade da nossa comunidade.

Eu não sei se ele tem uma resposta, mas com certeza ele levanta muitas perguntas, muitas reflexões a respeito dos modos de vida que a gente tem tem costurado, dos últimos anos para cá, das políticas que a gente tem escolhido, de como a gente vê essa questão da segurança, que tipo de segurança e para quem que essa segurança presta serviço. Então, ele tem um debate bom e com com pé na realidade. Ele não está olhando para algo que a gente não tenha no país, sabe? 

Eu sinto que quem for ver, vai conseguir ganhar muitos elementos para debater e entender melhor o que está acontecendo no nosso país, que muitas vezes o jornalismo, principalmente esse jornalismo diário, não consegue alcançar, quando ele fala de uma ação policial em alguma comunidade, fala sobre o combate de algum grupo armado, tenho a certeza que o filme consegue trazer elementos a partir da arte, do audiovisual, que vai conseguir dialogar bastante com a nossa realidade e servir de elementos.

Agora falando da tua personagem, da Cristina, é uma personagem que vai crescendo muito na série, até chegar, digamos, nesse auge de ser uma protagonista que conduz a trama e também na trama emocional. Queria que você contasses os elementos que você, Naruna Costa, colocou na Cristina. Com certeza te entregaram o roteiro, mas o quanto de Naruna Costa tem ali para transformar a Cristina em uma personagem com todos esses elementos que se apresentam no filme?

Eu tenho muito orgulho da Cristina, porque eu acho que é uma personagem muito real. A minha luta desde os tempos da série, quando ela surgiu, era de tentar dar para o público todas as camadas que ela tem. Ela é uma mulher que carrega muitos dilemas, enfrenta muitas questões que não são fáceis de resolver, não são questões que tem resoluções simplórias. Então ela tem muita complexidade. 

Eu sempre falo sobre o quanto eu acho valioso, no audiovisual brasileiro, a construção de personagens negras com bastante complexidade. Então, eu fui realmente tentando dar continuidade a essas camadas todas que a Cristina já tem na série, para um elemento no longa-metragem, que tem uma forma sintética de contar uma história. O longa é uma síntese da história, é pouco tempo para desenvolver uma profundidade, então não tem como não usar recursos pessoais.

Eu me reconheço muito na Cristina, no sentido de ser e me entender também como uma mulher que tem autonomia em alguns lugares, que tem o olhar aberto para tomar decisões que eu acredito que eu acho tem um caminho de dignidade. A Cristina, por mais que ela faça escolhas que são muito densas, difíceis e o resultado nunca é óbvio, eu acho que a tentativa e o caminho dela é em busca de dignidade, de espaço e de afirmação enquanto pessoa humana. E eu fui buscando em mim também esse lugar.  A Cristina está mais madura agora. No filme, 10 anos se passaram, então eu me encontro mais com ela, inclusive enquanto geração, enquanto idade propriamente dita, e eu me reconheci ainda mais nela agora. 

Naruna, agora falando sobre mais uma parceria sua com Seu Jorge, porque além da série Irmandade, no filme Marighella vocês também trabalharam juntos, sua relação com ele já está ficando de longa estrada.

Sim, eu ganhei um irmão com a série. Seu Jorge é um artista incrível, é uma honra para mim poder acompanhar ele nesse lugar, nesse campo da atuação. Seu Jorge é um astro da nossa música, é um dos artistas mais importantes, musicalmente falando, no Brasil, mas ele enquanto artista da cena, como ator, ele é genial, ele é um um ator muito intenso, muito emocionante. É muito bonito ver o trabalho dele de perto, é muito bonito acompanhar os processos dele dentro do audiovisual. Apesar de a gente não se encontrar literalmente em cena, no filme, eu vibro muito, torço muito a cada momento que ele entra em cena, porque ele realmente é um artista que me emociona muito, tem muita verdade no que ele faz. É um professor mesmo, é sempre uma aula atuar com o seu Jorge.

Foi a primeira vez também que tu contracenou com a Camila Damião? 

Sim, e foi um grande presente. Eu já tinha visto o trabalho dela, no Marte 1 especialmente, que é um filme que projetou bastante ela no Brasil. Ela é muito intensa, muito generosa em cena, a gente teve um processo longo de preparação juntas, o filme todo é a caminhada dessas duas mulheres, e foi muito especial, muito mágico. Eu aprendi muito com ela, a gente trocou em diversas camadas, tanto em relação às personagens quanto o que eu pude oferecer com relação à trajetória que já tinha construído da série para ela no filme, mas especialmente enquanto duas mulheres negras atrizes, que têm anseios parecidos, que têm vontades parecidas, mas que são de gerações diferentes. A gente teve uma troca que foi muito profunda. Ela foi outra pessoa que se tornou uma pessoa importante na minha vida, que eu estou carregando também para a vida.

Não é a primeira vez que a gente tem uma produção de qualidade do cinema nacional, que bota duas mulheres negras como protagonistas. Mas chegou a ter essa troca entre vocês, sobre este assunto?

Sim, a gente falou muito, isso é muito importante. Para gente é uma vitória gigantesca poder alcançar espaços como esse, não pelas conquistas pessoais, que elas existem, obviamente, mas porque são poucas produções que tem essa referência. Claro que não são as únicas, mas são poucas, em termos de números mesmo. 

Poder fazer um filme como esse, que tem o compromisso de trazer a subjetividade dessas mulheres, a complexidade dessas mulheres, para além do que é senso comum, que é uma prática também constante no audiovisual. A gente conseguir sair dos estereótipos e contar a história com mais profundidade dessas mulheres, é muito valioso.

A gente conversa sobre isso desde sempre, e continuamos conversando porque agora que vai para plataforma, a gente sabe o valor dessa representatividade. A a gente consegue conversar e se compreender nesse sentido também. Não só enquanto uma conquista na carreira, mas enquanto uma conquista social, enquanto uma conquista política, conseguir alcançar esses espaços.

Não é só o fato de elas serem protagonistas, mas o próprio gênero do filme. É um filme de ação, é um filme de de tiroteio, de bang-bang, de bomba, de explosões, de plano sequência. É um filme com uma produção que é um tipo de narrativa que é muito comum, pensando em protagonistas e personagens masculinos. É um gênero dos meninos, vamos dizer assim. Então, a gente conseguir trazer o nível de qualidade que a gente trouxe para esse filme, com a tensão e a intensidade que ele tem com esse protagonismo feminino é também um passo a mais, e sendo duas mulheres negras, aí mais ainda.

Falando aqui sobre continuidade, tivemos as temporadas um e dois, e agora o filme, não sei se tu sabe, mas pelo menos falando da tua vontade, se a vontade é uma terceira temporada ou será que um filme dois, ou quem sabe virar uma novela das nove Irmandade

Acho que Irmandade tem fôlego para muitas histórias. Todas as personagens têm essas camadas muito profundas, tem essa tridimensionalidade, tem muitos assuntos a serem debatidos, 

Mas, pelo amor de Deus, não tem como eu ter esse tipo de ansiedade agora, eu tô muito concentrada na estreia mesmo do filme. Cada momento é especial por si só. Eu procuro pensar que a gente precisa colocar a energia necessária para que cada momento tenha o seu o seu valor no seu tempo, sabe? Então, acho que vai depender muito de como ele vai chegar.

Não é depender pelo sucesso, porque o sucesso nós já temos. Mas é o caldo dos assuntos. Entender também se vai existir a necessidade de aprofundar esses assuntos, esse debate, ou se a partir de agora a necessidade são outros tons, outros temas. Então acho que vai depender muito de como ele vai chegar e do alcance que vai ter esse debate. Histórias assim sempre podem ser contadas e recontadas, mas talvez não seja mais necessário. Mas talvez sim, talvez seja, e aí se for preciso, eu espero que a gente possa fazer inclusive uma novela Irmandade, mas não quero pensar nisso agora.

Naruna, eu não queria deixar essa entrevista acabar sem saudar bastante da tua trajetória, trajetória no teatro, especialmente pelo grupo Clariô de Teatro, que tá sendo ameaçado de despejo, vocês estão numa mobilização incrível para que esse espaço continue em Taboão da Serra, perseverando todo o teatro, toda a cultura nacional. Queria que você fizesse uma atualização de como está essa situação, dessa vaquinha e também uma homenagem a todos os irmãos e irmãs do grupo Clariô de Teatro.

Muito obrigada. Eu sou uma artista que tenho essas conexões. Acho que isso é muito importante para minha formação, para além desse lugar, esse espaço no audiovisual que dá uma uma cara mais celebrativa, nacionalmente, eu tenho muito pé no chão também nos lugares que eu trabalho como formiguinha.

E o espaço Clariô é um deles. É um lugar onde eu coloco minhas energias há 20 anos. O espaço em Taboão da Serra, é onde a gente faz teatro na periferia para a periferia, com a periferia. E o grupo segue firme, A gente tá reunindo muita energia também para uma nova montagem esse ano, falar sobre esses assuntos todos, a gente precisa colocar isso em cena.

O espaço ainda segue lá em Taboão, a gente continua não mais com a vaquinha, mas a gente continua em campanha no sentido de tentar negociações com a cidade, com as políticas locais, com o que a gente consegue, como a gente consegue fazer com que esse espaço se mantenha firme lá. A ameaça segue em pé nossa luta não termina. 

Infelizmente muitos espaços culturais, de grupos de teatro, estão fechando suas portas, dos últimos anos para cá. A gente acabou de ver o Teatro de Contêiner perdendo o seu espaço, coletivos. Assim como os Contadores de Mentira, que também saíram do um espaço com mais de 30 anos, Teatro Vento Forte, que veio abaixo depois de também de quase 30 anos de existência. Esse tipo de luta ele é constante, ele não é novo para ninguém. A gente segue trabalhando, nada está dado, mas também a luta não para, brigando para produzir e pensar arte e política na periferia e arte preta.

Só pra fechar, às vezes bate uma crise ou você consegue conciliar esse teu lado no audiovisual, mas ao mesmo tempo ocupando esses espaços físicos, o pé no chão? 

Não tem crise, no meu caso não tem crise, uma coisa alimenta a outra. O meu trabalho no audiovisual, ele me engrandece enquanto uma artista que vai aprendendo outras maneiras de se inserir, e de pensar essa a quebra dos imaginários a respeito da nossa imagem por aí. Tem um alcance que ele é muito maior e o audiovisual me ensina muitos modos de luta também.

E o teatro é a minha minha frente primeira, é onde eu realmente alimento para poder seguir estrada em outras frentes. O que eu sou como artista e como pessoa é graças ao teatro.

O teatro me ensinou a ser a artista política que eu sou hoje. Então, não tem como eu não voltar para casa, e isso não não tem romantismo nenhum, é sempre muito trabalho, muita luta, mas eu acho que uma coisa sempre vai alimentando a outra. Eu preciso aprender modos novos, eu preciso estar conectada com o meu aqui agora, eu acho que uma coisa vai ajudando a outra a se comunicar e o audiovisual de alguma maneira traz visibilidade para essa pouca visibilidade que o teatro tem e o teatro me alimenta artisticamente para que eu cresça no audiovisual ou na direção ou na música. As coisas vão confluindo. O que dá crise, às vezes, é agenda, mas isso a gente organiza.

Para ouvir

Em diferentes horários, de segunda a sexta-feira, o programa é transmitido na Rádio Super de Sorocaba (SP); Rádio Palermo (SP); Rádio Cantareira (SP); Rádio Interativa, de Senador Alexandre Costa (MA); Rádio Comunitária Malhada do Jatobá, de São João do Piauí (PI); Rádio Terra Livre (MST), de Abelardo Luz (SC); Rádio Timbira, de São Luís (MA); Rádio Terra Livre de Hulha Negra (RN), Rádio Camponesa, em Itapeva (SP), Rádio Onda FM, de Novo Cruzeiro (MG), Rádio Pife, de Brasília (DF), Rádio Cidade, de João Pessoa (PB), Rádio Palermo (SP), Rádio Torres Cidade (RS); Rádio Cantareira (SP); Rádio Keraz; Web Rádio Studio F; Rádio Seguros MA; Rádio Iguaçu FM; Rádio Unidade Digital ; Rádio Cidade Classic HIts; Playlisten; Rádio Cidade; Web Rádio Apocalipse; Rádio; Alternativa Sul FM; Alberto dos Anjos; Rádio Voz da Cidade; Rádio Nativa FM; Rádio News 77; Web Rádio Líder Baixio; Rádio Super Nova; Rádio Ribeirinha Libertadora; Uruguaiana FM; Serra Azul FM; Folha 390; Rádio Chapada FM; Rbn; Web Rádio Mombassom; Fogão 24 Horas; Web Rádio Brisa; Rádio Palermo; Rádio Web Estação Mirim; Rádio Líder; Nova Geração; Ana Terra FM; Rádio Metropolitana de Piracicaba; Rádio Alternativa FM; Rádio Web Torres Cidade; Objetiva Cast; DMnews Web Rádio; Criativa Web Rádio; Rádio Notícias; Topmix Digital MS; Rádio Oriental Sul; Mogiana Web; Rádio Atalaia FM Rio; Rádio Vila Mix; Web Rádio Palmeira; Web Rádio Travessia; Rádio Millennium; Rádio EsportesNet; Rádio Altura FM; Web Rádio Cidade; Rádio Viva a Vida; Rádio Regional Vale FM; Rádio Gerasom; Coruja Web; Vale do Tempo; Servo do Rei; Rádio Best Sound; Rádio Lagoa Azul; Rádio Show Livre; Web Rádio Sintonizando os Corações; Rádio Campos Belos; Rádio Mundial; Clic Rádio Porto Alegre; Web Rádio Rosana; Rádio Cidade Light; União FM; Rádio Araras FM; Rádios Educadora e Transamérica; Rádio Jerônimo; Web Rádio Imaculado Coração; Rede Líder Web; Rádio Club; Rede dos Trabalhadores; Angelu’Song; Web Rádio Nacional; Rádio SINTSEPANSA; Luz News; Montanha Rádio; Rede Vida Brasil; Rádio Broto FM; Rádio Campestre; Rádio Profética Gospel; Chip i7 FM; Rádio Breganejo; Rádio Web Live; Ldnews; Rádio Clube Campos Novos; Rádio Terra Viva; Rádio interativa; Cristofm.net; Rádio Master Net; Rádio Barreto Web; Radio RockChat; Rádio Happiness; Mex FM; Voadeira Rádio Web; Lully FM; Web Rádionin; Rádio Interação; Web Rádio Engeforest; Web Rádio Pentecoste; Web Rádio Liverock; Web Rádio Fatos; Rádio Augusto Barbosa Online; Super FM; Rádio Interação Arcoverde; Rádio; Independência Recife; Rádio Cidadania FM; Web Rádio 102; Web Rádio Fonte da Vida; Rádio Web Studio P; São José Web Rádio – Prados (MG); Webrádio Cultura de Santa Maria; Web Rádio Universo Livre; Rádio Villa; Rádio Farol FM; Viva FM; Rádio Interativa de Jequitinhonha; Estilo – WebRádio; Rede Nova Sat FM; Rádio Comunitária Impacto 87,9FM; Web Rádio DNA Brasil; Nova onda FM; Cabn; Leal FM; Rádio Itapetininga; Rádio Vidas; Primeflashits; Rádio Deus Vivo; Rádio Cuieiras FM; Rádio Comunitária Tupancy; Sete News; Moreno Rádio Web; Rádio Web Esperança; Vila Boa FM; Novataweb; Rural FM Web; Bela Vista Web; Rádio Senzala; Rádio Pagu; Rádio Santidade; M’ysa; Criativa FM de Capitólio; Rádio Nordeste da Bahia; Rádio Central; Rádio VHV; Cultura1 Web Rádio; Rádio da Rua; Web Music; Piedade FM; Rádio 94 FM Itararé; Rádio Luna Rio; Mar Azul FM; Rádio Web Piauí; Savic; Web Rádio Link; EG Link; Web Rádio Brasil Sertaneja; Web Rádio Sindviarios/CUT.

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Editado por: Maria Teresa Cruz

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