pelos trabalhadores

Na luta pelo fim da escala 6×1, direita pode colocar ‘jabuti’ em texto final

Clemente Ganz Lúcio alerta para disputa com oposição e tentativa de manter ataque aos direitos trabalhistas

mobilização contra a escala 6x1
Cartaz de manifestante pede o fim da escala 6×1 | Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

Está em disputa no Congresso Nacional o fim da escala 6×1. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) já se comprometeu a colocar a matéria para votação ainda neste mês de maio.

Ao BdF Entrevista desta sexta-feira (1º), o sociólogo Clemente Ganz Lúcio, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais, destaca que o momento é de mobilizar todos os setores envolvidos para a importância da aprovação do projeto de lei. “Existe uma adversidade no Congresso já muito colocada. Entretanto, essa matéria tem repercussão na sociedade, tem um movimento social, um movimento sindical, todo ele mobilizado, uma boa repercussão na mídia, não necessariamente favorável, mas repercutindo que a matéria está posta. As pesquisas mostram que três em cada quatro brasileiros e brasileiras concordam com a redução da jornada e o fim da escala 6×1, portanto, há também um apelo da sociedade muito forte”, afirma.

Lúcio lembra que alguns empresários, antes contrários à mudança, já têm implementado a escala 5×2 com bons resultados. “Principalmente na área do comércio, que é uma área que vive intensamente os prejuízos de uma escala de 6×1. Portanto, há um contexto favorável”, avalia.

O sociólogo alerta que a oposição já declarou que deverá apresentar emendas, os chamados “jabutis” ao projeto, que ameaçam descaracterizar o projeto e prejudicar a luta do trabalhador. “Tem parlamentar dizendo que eles vão criar um texto para colocar na Constituição as regras que foram aprovadas em 2017 na Reforma Trabalhista. Portanto, eles querem não só manter a legislação trabalhista que eles aprovaram em 2017, mas querem dar um reforço adicional monumental, que é colocar essas regras como cláusulas constitucionais, o que significaria que no futuro qualquer tentativa de mexer em qualquer desses aspectos ficaria muito mais difícil “, alerta. “Tem projetos que querem voltar a carteira verde amarela, que é a carteira de trabalho sem direitos”.

Assista o programa o completo abaixo:

Para ouvir e assistir

O BdF Entrevista vai ao ar de segunda a sexta-feira, sempre às 16h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo.

Editado por: Raquel Setz

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