Com o lançamento de mais dois nomes, o Rio Grande do Sul soma agora quatro pré-candidatos ao Palácio Piratini em 2026. À esquerda, foi apresentado neste domingo (30) o ex-deputado estadual Edegar Pretto, atual presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), como a escolha do PT e seus aliados.
À direita, o MDB ofereceu a candidatura do vice-governador Gabriel Souza. Os dois se juntam à ex-deputada estadual Juliana Brizola, representando o PDT, e Luciano Zucco, hoje deputado federal, pela coligação PL/ Novo e aposta do bolsonarismo.

Com Pretto, a aliança de esquerda repete sua escolha de 2022. Na última eleição, ele deixou de chegar ao 2º turno por apenas 2.441 votos. Sua votação praticamente igualou a de Eduardo Leite (26,81% x 26,77%). Concorrendo pelo PSDB, Eduardo Leite, que ficara 11 pontos percentuais atrás de Ônyx Lorenzoni (PL), virou a eleição na segunda rodada e se reelegeu governador contando com um grande número de adesões de eleitores da esquerda.
Um candidato pouco conhecido
À sombra de Leite durante quatro anos, Gabriel Souza é pouco conhecido e, nas pesquisas de opinião, tem tido desempenho modesto, em alguns momentos na faixa de um dígito. Embora trocando de partido – deixou o PSDB para se filiar ao PSD – Leite compareceu ao lançamento da pré-candidatura do seu vice para demonstrar o seu apoio.
Nas sondagens estimuladas, a trinca Pretto, Zucco e Brizola tem se alternado nas primeiras posições, geralmente com distância pequena uns dos outros. Na mais recente delas, do instituto Methodus, Pretto aparece com 20,3%, Brizola alcança 15,6%; Zucco registra 14,5% e Souza surge com 5,7%. Há, entretanto, um grande número de pessoas que não saberiam em que votar se o pleito fosse hoje.
No plano nacional e na pesquisa espontânea, Lula tem 24,3%; Jair Bolsonaro, agora preso e inelegível, obtêm 13,8%; Tarcísio de Freitas, 1,7%; Eduardo Leite, 1,2%, seguindo-se outros concorrentes com menos de 1%.
Pimenta no lugar de Paim

No campo da esquerda, o domingo também serviu para confirmar as pré-candidaturas do deputado federal Paulo Pimenta (PT) e da ex-deputada Manuela D`Ávila – que está sem partido, mas confirmou que se filiará ao Psol no próximo dia 9 – às duas vagas para o Senado. O atual senador Paulo Paim (PT) decidiu não concorrer à reeleição por, segundo informou, razões de saúde. Assim, a nominata da frente de esquerda para a majoritária apenas não definiu quem será o vice de Pretto.
No caso do MDB, as indefinições são bem maiores. Dois ex-governadores – José Ivo Sartori e Germano Rigotto – são cogitados para a corrida ao Senado. E não se sabe ainda quem será o vice de Souza. A dúvida também persiste no entorno das pré-candidaturas do PDT e à vice da chapa ao Piratini. No segmento bolsonarista, os aspirantes ao Senado devem ser os deputados federais Sanderson (PL) e Marcel Van Hatten (Novo).
Muitos indecisos
Uma candidatura ao Senado também é o provável destino de Leite, embora o governador, que sempre cogitou concorrer à presidência, ainda não tenha explicitado seu rumo eleitoral.
Nesta batalha, o último levantamento mostrou um cenário com uma imensa maioria (88%) de indecisos. Quando os nomes dos competidores foram apresentados, as entrevistas identificaram a liderança de Pimenta (20,3%), seguido por d´Ávila (18,7%), Leite (17,7%), o atual senador do PP Luiz Carlos Heinze (8,8%), Van Hatten (7,0) e Sanderson (4,8%).
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