O deputado venezuelano Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente Nicolás Maduro, sequestrado junto com a primeira-dama, Cilia Flores, por militares dos Estados Unidos no dia 3 de janeiro, leu nesta quarta-feira (13) uma mensagem de seu pai em que ele expressa apoio à presidenta interina Delcy Rodríguez e sua equipe de governo.
“Ontem recebemos uma mensagem dele e dela. Eles nos disseram que estão determinados e fortes, que entendem o papel que devem desempenhar nesta luta. Que têm a consciência limpa, fé em Deus e no povo da Venezuela. Eles confiam em Delcy, na equipe que está no comando e em nós”, declarou Guerra, durante um comício do setor de transportes em Caracas.
O evento fez parte de uma grande caravana nacional pela libertação de Maduro e Flores, organizada em repúdio ao ataque militar dos EUA, que constituiu uma violação da soberania nacional e dos códigos internacionais. Durante a ação, aviões estadunidenses bombardearam Caracas e outras partes do país, deixando pelo menos 100 mortos e centenas de feridos.
O parlamentar convocou o povo venezuelano a manter a mobilização e unidade, ignorando a campanha de fake news que se instalou desde o ataque dos EUA. “Devemos permanecer unidos e não deixar que nada nos divida. Eles tentarão semear a discórdia e espalhar a confusão, mas diante disso: clareza política e ideológica”, afirmou Guerra.
O Ministro dos Transportes, Ramón Velásquez Araguayán, reforçou o apelo à unidade nacional e ressaltou que o ataque dos EUA não escolheu entre chavistas ou oposição. “Quando as bombas caíram, não eram destinadas a chavistas ou apoiadores da oposição. Afetaram a todos igualmente. Devemos ter em mente que o presidente Nicolás Maduro, Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas, deseja que o povo permaneça em paz”, afirmou.
Trabalhadores do setor de transportes se reuniram em pontos estratégicos de Caracas, como o Poliedro de Caracas, o Monumento do Bicentenário, a Avenida Bolívar (Parque Carabobo e Museu Nacional de Arquitetura) e o Paseo de la Revolución, para formar uma coluna unificada em direção ao centro da cidade.
A mobilização visa exigir a libertação imediata do casal presidencial e denunciar a interferência estrangeira. Desde 3 de janeiro, os setores populares mantêm presença constante nas ruas, reafirmando sua lealdade ao governo liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez e rejeitando qualquer ação que ameace a soberania venezuelana.
Com informações da teleSur.
