Pela soberania

Delegação da Assembleia Internacional dos Povos declara apoio a Cuba e anuncia medidas para mitigar bloqueio dos EUA

Membros dos cinco continentes visitam a ilha em meio à ampliação do bloqueio e anunciam doações de insumos essenciais

Soldados cubanos participam da Marcha das Tochas no 173º aniversário do Herói Nacional José Martí (líder da independência de Cuba em relação à Espanha e fundador do Partido Revolucionário Cubano), em Havana, em 27 de janeiro de 2026.
Soldados cubanos participam da Marcha das Tochas no 173º aniversário do Herói Nacional José Martí (líder da independência de Cuba em relação à Espanha e fundador do Partido Revolucionário Cubano), em Havana, em 27 de janeiro de 2026. | Crédito: (Foto: ADALBERTO ROQUE / AFP)

Uma delegação da Assembleia Internacional dos Povos (AIP) manifestou na terça-feira (10) seu apoio incondicional a Cuba ante a hostilidade e ampliação do bloqueio econômico e energético dos Estados Unidos à ilha.

Desde 9 de março, o grupo, composto por líderes de movimentos populares e partidos políticos de cinco continentes, está viajando a Cuba e Venezuela para prestar solidariedade aos povos desses países.

O líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, que participa da delegação, lembrou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta “asfixiar economicamente a ilha” e destacou ainda que o mandatário estadunidense é “uma ameaça à paz mundial”.

O presidente do Partido Socialista da Zambia, Fred M’membe, denunciou o “assédio imperialista que se recrudesce em todos os setores sociais e econômicos” e destacou que a população cubana não merece as sanções que sofre por parte do imperialismo.

“O único perigo que representa Cuba é seu exemplo de bondade e solidariedade”, declarou o líder africano.

Brian Bécker, integrante do Partido pelo Socialismo e Libertação (PSL) dos Estados Unidos, apontou que as recentes ações de Trump são uma “extensão da guerra econômica contra um país soberano que não cede a influências externas”.

Bécker destacou que os cidadãos estadunidenses não apoiam os planos intervencionistas nem os conflitos bélicos promovidos pela Casa Branca.

A comitiva informou que sua estada tem o objetivo de aprofundar a análise sobre os efeitos causados pelo bloqueio para direcionar a forma da ajuda humanitária. Nesse sentindo, a delegação anunciou que, em breve, chegarão doações de insumos essenciais destinados à manutenção de áreas como saúde e agricultura, enquanto continuam a agenda de encontros com autoridades locais para buscar soluções que assegurem o bem-estar da população.

Em janeiro, Trump declarou que Cuba é “ameaça para a segurança” dos EUA e, por isso, impôs mais restrições à ilha que sofre com sanções há 60 anos. Em outubro de 2025, a ONU condenou pela 33ª vez o bloqueio estadunidense com 165 votos a favor.

Editado por: Maria Teresa Cruz

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